Mendonça nega irregularidades em apuração que identificou Moraes em mensagens
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter cometido irregularidades na condução da apuração que identificou Alexandre de Moraes como interlocutor de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, na noite de segunda-feira (14), Mendonça defendeu a legalidade da ordem dada à Polícia Federal para esclarecer a identidade dos participantes dos diálogos.
A manifestação foi apresentada às vésperas da sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (15), quando o plenário do Supremo analisa o relatório da PF e a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes.
Mendonça diz que medida preservou sigilo das apurações Relator do caso Master, Mendonça afirmou a Fachin que a determinação para identificar os interlocutores das mensagens foi tomada no exercício da supervisão judicial da investigação.
Segundo o ministro, a medida buscava preservar o sigilo e garantir a eficiência das apurações.
Mendonça sustentou que não instaurou uma investigação específica contra Moraes.
De acordo com sua versão, a ordem dirigida aos policiais responsáveis pelo caso determinava a apresentação de informações atualizadas sobre a identificação dos integrantes de uma suposta rede de influência e monitoramento mantida por Vorcaro.
Na avaliação do relator, o conteúdo das conversas sustentava uma hipótese investigativa segundo a qual o banqueiro buscava intervir junto a autoridades públicas envolvidas em processos decisórios.
Por esse motivo, ele determinou que os delegados informassem o estágio das apurações.
A manifestação respondeu a um despacho de Fachin, de 3 de setembro, no qual o presidente do STF havia solicitado esclarecimentos sobre as circunstâncias de produção do relatório e a atuação da Polícia Federal.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia defendido a anulação do documento, sob o argumento de que Mendonça teria extrapolado suas atribuições.
Relatório reúne mensagens entre Moraes e Vorcaro A controvérsia teve início após Mendonça retirar, no começo de setembro, o sigilo de um relatório produzido pela Polícia Federal a seu pedido.
O documento identificou Moraes como interlocutor de diálogos mantidos com Vorcaro.
O relatório reúne 52 mensagens distribuídas em 13 diálogos.
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