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Após Copom, fiscal continua sendo “a questão” no Brasil, diz economista

CNN Brasil ·
Após Copom, fiscal continua sendo “a questão” no Brasil, diz economista

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros para 13,75% ao ano em decisão unânime.

A medida, amplamente antecipada pelo mercado, foi justificada pelo arrefecimento da atividade econômica e pela moderação dos índices de inflação.

Em entrevista ao CNN Money , a economista-chefe da KAT Investimentos, Elisa Machado, afirmou que a decisão estava “completamente em linha” com as expectativas .

“A gente tinha hoje uma probabilidade de mais de 90% pelas estatísticas de mercado dessa queda de 0,25”, disse ela, acrescentando que o comunicado do Copom trouxe poucas alterações em relação ao documento anterior.

Segundo Machado, o que justificou o corte foi a constatação de um enfraquecimento adicional dos setores cíclicos — aqueles mais sensíveis à taxa de juros — e uma moderação da inflação nos núcleos.

Leia Mais Após Copom, fiscal continua sendo "a questão" no Brasil, diz economista Juros altos e crédito restrito alteram decisões de consumo, dizem CEOs Copom aponta que cortes futuros dependerão de dados; leia comunicado “A média dos núcleos entrou no limite da banda de flutuação da inflação, embora ainda longe do centro da meta, mas já entrou no teto da meta”, explicou a economista.

No entanto, ela destacou que a inflação de serviços intensivos em trabalho continua acima do topo da meta, o que representa um ponto de preocupação relevante para o Banco Central.

Machado também chamou atenção para os riscos relacionados ao conflito no Oriente Médio, que mantém o petróleo acima de 100 dólares, e para a defasagem dos preços dos combustíveis no Brasil.

“Ou isso vai virar inflação ou vai virar déficit, que significa que vira inflação lá na frente”, afirmou.

Ela alertou ainda para pressões sazonais esperadas no final do ano, como a entressafra de proteínas e os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre os preços.

Cenário externo e diferencial de juros Um elemento de atenção apontado pela economista é o movimento divergente entre o Banco Central brasileiro, que reduziu juros, e outros bancos centrais ao redor do mundo, que seguem elevando suas taxas.

Ela citou os Estados Unidos, onde o Federal Reserve sinalizou novas altas, e o Japão, que historicamente foi uma importante fonte de capital para países emergentes por meio de operações de carry trade.

“Esse movimento do Banco Central aqui caindo os juros com os bancos centrais mundiais ele tende a ter uma característica perigosa, principalmente quando a gente olha para a taxa de câmbio no Brasil, que é a redução do diferencial de juros”, alertou Elisa Machado.

A questão fiscal como pano de fundo Para Machado, o cenário fiscal brasileiro é “a questão” central por trás dos juros elevados no país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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