Incêndio destrói área equivalente a 140 campos de futebol próxima à Casca d’Anta na Serra da Canastra
Incêndio na Serra da Canastra consumiu área equivalente a 140 campos de futebol Welder Rafael/Divulgação Um incêndio atingiu uma área de 100 hectares do Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a área equivalente a 140 campos de futebol fica próxima à cachoeira Casca d’Anta.
O fogo começou na terça-feira (22) e só foi controlado cerca de 26 horas depois, na tarde desta quarta-feira (23). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Cerca de 10 brigadistas atuaram na ocorrência para conter o avanço do fogo e evitar que as chamas atingissem uma área ainda maior da unidade de conservação.
Mesmo controlando as chamas, a equipe segue com atenção à área para evitar a retomada do fogo em pontos que ainda possam apresentar calor ou material em combustão.
A cachoeira Casca d’Anta, um dos principais atrativos turísticos da Serra da Canastra, é formada pelo rio São Francisco e tem 186 metros de queda livre, sendo considerada a primeira grande queda do rio.
O atrativo está entre os locais mais visitados do Parque Nacional da Serra da Canastra.
LEIA TAMBÉM: Agentes de trânsito entram em casa em chamas e salvam criança Além da mineração, Araxá reúne histórias de quem busca um futuro melhor Parque Nacional da Serra da Canastra Patos-mergulhões registrados no Parque Nacional da Serra da Canastra Camille Aleixo Criado em 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra protege uma área de quase 198 mil hectares e está inserido no bioma Cerrado.
A unidade abrange territórios de seis municípios mineiros: São Roque de Minas, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória, Vargem Bonita e Capitólio.
O parque é administrado pelo ICMBio e tem entre seus principais objetivos a proteção da biodiversidade e de importantes nascentes, incluindo áreas relacionadas às bacias dos rios São Francisco, Araguari e Santo Antônio.
A unidade também abriga espécies ameaçadas, como o pato-mergulhão.
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