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Caso Thamiris: quase seis meses depois, entenda como está a investigação

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Caso Thamiris: quase seis meses depois, entenda como está a investigação

Depois de quase seis meses do dia que marcou o início do “Caso Thamiris”, uma jovem de 14 anos que desapareceu e depois foi encontrada morta em um terreno baldio na região do Cassange, em Salvador, as investigações ainda não foram concluídas e os principais suspeitos de participarem do crime seguem em liberdade.O advogado da família da garota, Dr.

Rogério Matos, que acompanha o caso, falou com a imprensa, nesta sexta-feira, 28, sobre o andamento das investigações e quais devem ser os próximos passos das diligências.De acordo com o advogado, o caso ainda continua na fase de inquérito policial, visto que, após o aparelho celular da garota ser encontrado, ele segue no processo de perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).Com essa perícia mais detalhada, a Polícia Civil consegue enviar um inquérito mais robusto ao Ministério Público, que pode apontar outros envolvidos no caso, comenta o advogado.

Rodrigo Faria Sena dos Santos e Thamiris Pereira - Foto: Reprodução Suspeitos cada vez mais próximos da prisãoDepois de um período em que os suspeitos do caso passaram a ser presos e soltos, o advogado se mostrou confiante de que “eles seguirão denunciados e, com certeza absoluta, nessa denúncia vai ser pedida uma prisão preventiva”.Até o momento, os principais suspeitos do caso são:Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo Farinha”;Davi de Jesus Ferreira;Leandro de Jesus Ferreira.

Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo farinha” e Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos - Foto: Reprodução / Redes Sociais Nesse caso, eles ficariam presos em um regime diferente do que já estiveram, visto que anteriormente foi decidida uma prisão temporária para os suspeitos, que possui uma data de validade.Agora, de acordo com o advogado, é esperado que a nova sentença seja para uma prisão preventiva, essa que não possui um tempo de validade definido.Dificuldades para a prisão preventiva imediataMesmo considerando um crime bárbaro, o Dr.

Rogério Matos informou que existem algumas dificuldades para impor diretamente a prisão preventiva aos suspeitos.“Todo o crime dessa brutalidade é que não são flagranteados os autores; ele passa pelo processo de investigação mais cauteloso, por isso, a autoridade policial pediu, na época, essas prisões temporárias”, informou o advogado.

Homem havia sido preso no dia 19 de março mas foi liberado menos de um mês depois - Foto: Reprodução Possibilidade de júri popularO advogado revelou que o caso está sendo tratado como um crime de feminicídio com diversos qualificadores.

Por isso, o Dr.

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