Eleitor desconfia do STF e acha que juízes estão envolvidos com o Master
Os juízes do Supremo Tribunal Federal se enganaram, se realmente acreditaram que a guerra interna provocava apenas um desconforto social.
A crise no STF mudou de patamar na reta final da campanha eleitoral.
Seis em cada dez eleitores dizem não ter confiança no trabalho nem nos juízes desse tribunal, cuja tarefa é proteger a Constituição.
Menos de um terço (27,8%) ainda acredita, mostra pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22/9). <span class="hidden">–</span> ./VEJA A desconfiança declarada por dois terços do eleitorado confirma o buraco em que o Supremo se meteu — e continua cavando.
O descrédito é confirmado em outras sondagens, como a do Ideia/Meio.
Metade dos adultos entrevistados acha que os juízes do STF decidem mais por “interesse próprio” do que pelas leis.
Continua após a publicidade O STF perdeu o controle da crise de confiança criada no rastro das descobertas sobre as relações de vários juízes o antigo dono do banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso por trapaças em série no mercado financeiro.
Ao menos dois, Alexandre de Moraes e José Antonio Dias Toffoli, tiveram negócios milionários das respectivas famílias com o banco das fraudes.
Do lado de fora do tribunal aumentou a convicção de que juízes do STF têm envolvimento direto nos negócios do Master.
É certeza para 85% dos eleitores, era para 66% cinco meses atrás. <span class="hidden">–</span> ./VEJA Continua após a publicidade Dentro do tribunal parece cada vez mais remota a possibilidade de solução interna para delimitar a confusão institucional.
A guerra interna se intensifica.
O juiz André Mendonça reivindica a anulação das acusações que o juiz Moraes lhe fez de crime de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa na supervisão das investigações sobre o Master. <span class="hidden">–</span> ./VEJA Continua após a publicidade Mendonça, agora, acusa Moraes de manipular relatórios da Polícia Federal para produzir acusações que considera falsas.
Ele insiste em decisão do tribunal sobre a abertura de inquérito contra Moraes que teria tocado “52 mensagens (pelo menos)” com o ex-banqueiro Vorcaro “inclusive em horário imediatamente anterior à sua primeira prisão”, em novembro do ano passado.
Além disso, argumenta, haveria documentação atestando “a existência de relação pessoal (entre o juiz e Vorcaro), marcada por encontros presenciais e pela celebração de contratos de prestação de serviços advocatícios com pessoas de seu círculo familiar”, referência à banca de advocacia da mulher e filhos de Moraes. <span class="hidden">–</span> ./VEJA Continua após a publicidade O Supremo conflagrado se traduz num grave impasse na reta final das eleições gerais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.