Candidata é investigada por desvio de R$ 1,67 milhão de ONG de proteção animal, e nega envolvimento
O Ministério Público do Paraná ( MPPR ) aponta que R$ 1,67 milhão em possíveis doações para a causa animal passaram por contas pessoais da candidata a deputada estadual Mariane Aparecida Mazzon (Missão) e não foram repassados ao Instituto SOS 4 Patas , de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Mariane, por outro lado, contesta tudo e apresentou argumentos para cada tópico da denúncia. Leia abaixo.
A informação consta em documentos da investigação aos quais a Banda B teve acesso. A apuração deu origem à Operação Resgate , deflagrada pelo Gaeco nesta quinta-feira (17 ), com cumprimento de mandados em endereços ligados à candidata, familiares e pessoas relacionadas ao Instituto.
Segundo o MPPR, o valor de R$ 1.674.394,64 seria formado por créditos com características de possíveis doações. A promotoria, porém, faz uma ressalva no próprio documento:
“Não foi possível confirmar se esses valores correspondem às doações contabilizadas pelo Instituto, já que as demonstrações financeiras disponíveis não abrangiam todos os períodos analisados”
A análise financeira citada pelo MPPR aponta que o Instituto SOS 4 Patas arrecadou aproximadamente R$ 5,9 milhõe s durante o período analisado. Cerca de R$ 4,2 milhões passaram pelas contas da própria entidade.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a composição da direção da ONG.
Segundo os documentos, o presidente e o vice-presidente do Instituto eram irmãos de Mariane. A secretária-geral era sobrinha da candidata e a tesoureira era a mãe dela. O conselho fiscal também tinha integrantes com vínculos familiares ou pessoais com Mariane .
Para o MPPR, essa estrutura precisa ser analisada junto com as movimentações financeiras identificadas durante a investigação.
Outro trecho destacado pelo MPPR envolve a CampVet, clínica veterinária de Campo Largo.
Segundo o relatório financeiro citado na investigação, transferências feitas por Mariane e pelo Instituto para Pâmela Godk dos Santos chegaram a R$ 435 mil . O documento afirma que, após receber os valores, Pâmela fundou a CampVet.
O MPPR quer esclarecer a origem dos recursos e a relação entre defensora da causa animal, a empresária e a clínica.
Os sorteios realizados pelo Instituto SOS 4 Patas também aparecem entre os pontos investigados. Um dos casos citados envolve um Hyundai HB20 branco , que teria sido doado ao Instituto para ser utilizado como prêmio.
Segundo o MPPR, o veículo teria sido sorteado, mas não foi entregue à pessoa anunciada como vencedora e continuaria na posse e uso de Mariane.
A documentação afirma ainda que a suposta ganhadora recebeu duas transferências de R$ 25 mil, feitas pelo companheiro de Mariane, em vez do veículo. O Ministério Público busca esclarecer como o sorteio foi realizado e qual foi o destino do carro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.