Como o ser humano desenvolveu a música?
Imagem gerada por IA Tenho como fornecedora de perguntas geniais uma amiga querida, e capixaba, chamada Ivie.
Dias atrás surge com esta: “como será que surgiu a música, hein? Algo que mexe tanto conosco.” Maria Bethânia já citou que música é igual a perfume, algo que nos atinge e provoca uma reação imediata.
Concordo com ela, principalmente, por ter eu mesmo nascido e crescido no estado mais musical do Brasil e ser primo de artistas da envergadura de Elomar , do seu filho João Omar de Mello , e de Xangai .
O que a História nos revelou até agora Em 2008, uma equipe liderada pelo arqueólogo Nicholas Conard escavava a caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha, quando encontrou os pedaços de um osso oco que, juntos, formavam uma flauta.
O instrumento tinha 5 furos para os dedos e uma ponta em forma de V, com cerca de 40 mil anos.
Na mesma região, apareceram outros exemplares, feitos de marfim de mamute, com idade entre 42 mil e 43 mil anos.
Alguém, há dezenas de milhares de anos, sabia fazer instrumentos e afiná-los, e presume-se que também sabia tocá-los.
O achado convenceu boa parte dos pesquisadores de que a técnica já estava madura quando essas flautas foram talhadas na Europa, sinal de uma prática ancestral nada recente.
Numa caverna da Eslovênia, um osso de urso das cavernas com 4 furos alinhados foi atribuído aos neandertais e datado em até 60 mil anos.
O problema é que muitos paleoantropólogos discordam da autoria.
Alguns argumentam que essas marcas são de dentada de hiena ao roer o osso, não obra de um artesão musicista.
As versões ensinam-nos algo sobre como funciona a ciência.
Um objeto pode carregar duas histórias possíveis ao mesmo tempo, e a beleza da honestidade está em admitir isso.
A Alemanha e a Eslovênia, aliás, não guardam sozinhas esse tipo de vestígio.
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