Fim do 6x1 bate recorde de publicações nas redes e supera veto a bets e condenação de Bolsonaro
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A aprovação do fim da escala 6x1 bateu recorde de reações nas redes sociais, desbancando eventos políticos recentes de grande repercussão, como a proibição das bets e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo levantamento do instituto Democracia em Xeque, a aprovação pelo Senado da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho gerou, na quarta-feira (14), 1,9 milhão de publicações nas primeiras 24 horas —a maior mobilização digital da série histórica da organização, que monitora acontecimentos desde 2025.
O volume é 70% maior do que o do segundo colocado, o veto do presidente Lula (PT) às apostas online , de 25 de setembro, episódio que gerou 1,3 milhão de postagens no mesmo intervalo. Na terceira posição está o embate entre os ministros do Supremo André Mendonça e Alexandre Moraes , em 1º de setembro, quando vieram a público diálogos de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro ; e em quarto a revelação do caso 'Dark Horse', de 13 de maio, quando foram divulgadas negociações de Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) e Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
O fim da escala 6x1 também teve o maior pico de interações no período de 60 minutos, superando o episódio, até então líder, da condenação de Bolsonaro na trama golpista em setembro de 2025, com 378,6 mil posts ante 98,4 mil do julgamento no STF.
Perfis de esquerda dominaram a repercussão sobre a PEC, concentrando 72% de um total de 4.257 publicações, de acordo com a análise. As postagens trataram a aprovação como uma "vitória do povo e de Lula" e buscaram emplacar a narrativa de que o PL ainda é majoritariamente contrário à proposta, apesar da mudança de posição e do voto positivo de Flávio.
A direita reagiu de forma tímida e aparece com menos publicações sobre o tema do que a imprensa (17%). Segundo o relatório, o campo conservador respondeu por apenas 11% das postagens e tentou enquadrar a aprovação como uma medida eleitoreira feita para beneficiar Lula a poucos dias do segundo turno. Também insistem nas críticas aos efeitos negativos da redução da jornada para a economia, destacando o aumento dos custos de contratação e o risco de informalidade. A adesão de Flávio à proposta é justificada tanto como uma forma de contemplar tanto o interesse dos trabalhadores quanto para amortecer os prejuízos sobre os empregadores.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.