Sigilo no Master movimenta redes com 1,5 milhão de menções; Moraes é alvo
Das 23h10 de quinta-feira, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu a suspensão do sigilo nas investigações sobre o Banco Master ao ministro André Mendonça, até as 17h desta sexta-feira, as redes sociais registraram 1,5 milhão de novos registros sobre a crise no STF, chegando a 10,3 milhões de interações.
O monitoramento foi feito pela Ativaweb Datalab, agência de inteligência digital, com base em Instagram, Facebook, X, TikTok e Youtube, e mostrou que a crítica nas redes está consolidada em torno de dois nomes: o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em torno deles, a conversa digital incorporou Flávio Bolsonaro, Lula, Eduardo Bolsonaro, Flávio Dino, Edson Fachin, André Mendonça, Andrei Rodrigues, Mario Frias e Paulo Gonet.
"A crise muda de personagem, mas continua voltando para Moraes; Vorcaro permanece como o gatilho que conecta os núcleos", explicou o cientista de dados Alek Maracajá, fundador da Ativaweb.
Segundo a agência, os 10,3 milhões de registros da crise mostram três movimentos simultâneos: pressão concentrada em Moraes e Vorcaro; expansão da crise para novos personagens, especialmente Flávio Bolsonaro, Lula, Dino, Toffoli, Gonet e Eduardo Bolsonaro; e distribuição de crédito para Polícia Federal, Fachin e Mendonça.
O monitoramento identificou seis blocos de postagens: Moraes Vorcaro e Master, como o maior núcleo negativo; além de eixos sobre a guerra institucional do STF; Polícia Federal e investigação; Flávio Bolsonaro, Dark Horse e eleições; Lula e o Executivo; Fachin e Mendonça, que aparecem associados a transparência e abertura de sigilo.
Os nomes de maior pressão negativa são Moraes, Vorcaro e Banco Master. Flávio, Eduardo, Lula, Dino e Gonet são os nomes que registraram crescimento de presença nessas conversas recentes.
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