Eleições 2026: o que Lula e Flávio Bolsonaro propõem para clima e energia
Mudanças climáticas e transição energética estão entre os desafios que o próximo presidente do Brasil terá de enfrentar.
Especialista consultado pelo Olhar Digital analisou as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que concorrem no segundo turno, para essas duas áreas.
A transição energética consiste em mudar a forma como o mundo produz e consome energia.
Durante mais de um século, a humanidade dependeu fortemente da queima de combustíveis fósseis , como petróleo, carvão mineral e gás natural, para movimentar indústrias, veículos e gerar eletricidade.
No entanto, substituir gradualmente essas fontes poluidoras por opções limpas e renováveis – como a energia solar, eólica, biomassa e o hidrogênio verde – tornou-se uma urgência global.
O Brasil ocupa uma posição estratégica nesse cenário, pois já possui uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta e tem um enorme potencial natural para liderar a produção global de energias do futuro.
Ainda na agenda ambiental, as mudanças climáticas impõem desafios práticos à infraestrutura e à economia do país.
O aumento da temperatura média da Terra , causado pelo acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera, manifesta-se em eventos extremos cada vez mais frequentes, como secas históricas, ondas de calor severas e enchentes devastadoras em centros urbanos e áreas rurais.
Os candidatos à Presidência apresentam diferentes propostas para o setor energético e o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas no Brasil – Crédito: Imagem gerada por IA Paulo Eduardo Artaxo Netto, físico com doutorado em física atmosférica e professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), enfatiza que a dimensão continental e a localização tropical tornam o país extremamente vulnerável aos impactos do clima.
Para conter os danos, ele afirma que o papel do Estado e a cooperação com o setor privado são decisivos.
“É evidente que sem políticas públicas adequadas e implementadas corretamente, obviamente não temos saída para a questão das mudanças climáticas”.
A forma de responder aos impactos varia entre os presidenciáveis.
Os planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dividem-se entre abordagens focadas em metas de neutralidade de carbono, mecanismos de mercado e regulação, ou medidas de Defesa Civil e segurança para o agronegócio e os centros urbanos.
Os caminhos que os postulantes ao Planalto pretendem seguir nessas áreas são decisivos não apenas para a preservação ambiental, mas também para o futuro da economia, a segurança energética e a qualidade de vida dos brasileiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.