Aprendizagem contínua e o papel da escola no preparo dos estudantes para o futuro
Na escola, as transformações provocadas pela tecnologia alteraram consideravelmente diversos processos de aprendizagem.
Métodos integrados como gamificação, e-books, aplicativos móveis e conteúdo multimídia surgiram como apoio para tornar a aprendizagem contínua e adaptada à nova realidade.
A mesma tecnologia que trouxe esses recursos, porém, segue provocando mudanças e gera novos desafios para as expectativas dos estudantes em relação ao plano de carreira.
O estudo do Institute for the Future (IFTF), encomendado pela Dell Technologies, projeta que, com o avanço tecnológico, aproximadamente 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não foram inventadas.
Os especialistas indicam que a tecnologia não deve substituir os profissionais, e sim alterar principalmente a maneira de buscar trabalho.
Nesse cenário, como preparar os estudantes por meio da aprendizagem contínua? A necessidade de transformação da metodologia educacional Nos últimos anos, o mercado de trabalho tem mudado mais rapidamente do que a escola consegue acompanhar e a aprendizagem contínua entra justamente para reduzir essa distância.
No geral, o principal problema está no modelo educacional, cuja estrutura foi pensada para um mundo com menos alteração de rota e hoje precisa dar conta de carreiras que mudam de forma várias vezes.
A escola mediu, durante anos, seu sucesso exclusivamente pela quantidade de conteúdo transmitido.
Em um cenário no qual ferramentas, processos e até carreiras se transformam em poucos anos, o conhecimento técnico exige atualização constante, e essa mudança pede uma revisão profunda das prioridades da educação.
Se sistemas de inteligência artificial assumirem grande parte das tarefas repetitivas, o diferencial humano estará nas competências que dificilmente podem ser automatizadas, como pensamento crítico, criatividade, curiosidade, capacidade de resolver problemas, comunicação, empatia e inteligência socioemocional.
Dessa forma, a principal competência passa a ser formular boas perguntas, buscar novas informações e conectar conhecimentos por meio da aprendizagem contínua.
É o que permite ao estudante se tornar um profissional capaz de trabalhar em parceria com a tecnologia.
Aprendizagem contínua e o impacto emocional das transformações aceleradas A velocidade das mudanças gera ansiedade, especialmente entre os jovens que precisam decidir seus caminhos profissionais diante de tantas incertezas.
Segundo levantamento da OCDE, quase 40% dos jovens de 15 anos não sabem definir suas expectativas sobre a futura carreira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.