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Ofensiva econômica dos EUA testa economia paralela do Irã

UOL Notícias ·
Ofensiva econômica dos EUA testa economia paralela do Irã

Ofensiva econômica dos EUA testa economia paralela do Irã - Washington quer estrangular redes usadas por Teerã para contornar sanções e acessar moeda estrangeira. Mas estratégia pode surtir o efeito contrário, alerta especialista.A nova fase da ofensiva econômica dos Estados Unidos contra o Irã pode atingir também a rede internacional que Teerã utiliza para movimentar recursos financeiros e mercadorias.

O resultado prático é uma possível pressão sobre intermediários, tornando mais difícil e mais caro para Teerã realizar transações internacionais, exportar petróleo e acessar moeda estrangeira. O país já enfrenta uma forte inflação.

Em discurso nesta segunda-feira (24/08), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que os EUA passarão a mirar cinco "linhas de sustentação" da economia iraniana: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Ele também advertiu empresas e intermediários estrangeiros que auxiliem o país a transferir recursos de forma considerada ilícita.

"Qualquer entidade que facilite a lavagem de dinheiro para o Irã será excluída do sistema financeiro baseado no dólar. A contagem regressiva começa agora", disse.

A estratégia busca reforçar as chamadas sanções secundárias, pressionando empresas, instituições financeiras e parceiros comerciais fora do Irã, em vez de apenas ampliar restrições sobre uma economia que já enfrenta amplo isolamento.

Há anos, o Irã depende de mecanismos paralelos ao sistema bancário formal para movimentar recursos. Casas de câmbio, ouro, criptomoedas, empresas de fachada e redes marítimas pouco transparentes ajudam o país a reduzir os efeitos das sanções.

A nova estratégia americana pretende dificultar essas operações ao elevar os custos para intermediários estrangeiros. A iniciativa ocorre em um momento de fragilidade econômica para o Irã.

As exportações de petróleo caíram significativamente após os esforços dos EUA para interromper os embarques iranianos. As vendas para a China, principal comprador do petróleo iraniano, recuaram para cerca de 534 mil barris por dia em agosto, ante 823 mil em julho e um pico próximo de 1,58 milhão de barris no início do ano.

O governo chinês disse que "fará o que for necessário" para defender seus direitos e interesses, após a ofensiva americana.

No mercado interno iraniano, os preços dos alimentos registraram alta de aproximadamente 128% em julho na comparação anual, segundo dados oficiais citados pela agência Reuters.

Um comerciante de materiais de construção em Teerã afirmou à DW que a inflação se tornou tão intensa que, em alguns casos, armazenar mercadorias gera mais ganhos do que vendê-las.

"Se eu guardar um produto no depósito por um mês, o preço pode subir mais do que o lucro que teria ao vendê-lo hoje", disse.

Ele também administra uma empresa de corte de pedras e relatou dificuldades crescentes para cumprir contratos antigos, já que a reposição dos materiais costuma custar muito mais algumas semanas depois. Ao mesmo tempo, aumentar os preços nem sempre é uma solução.

"Se elevar o valor além de certo ponto, ninguém consegue comprar", afirmou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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