Haddad sobre investigação de Moraes e Vorcaro: “Ninguém está acima da lei”
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu, nesta terça-feira (2/9), que as investigações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro , do Banco Master, avancem e esclareçam todos os fatos.
Para o petista, o caso precisa ser apurado independentemente de quem esteja envolvido.
“As coisas precisam ser apuradas, a verdade precisa ser conhecida e os responsáveis precisam ter ser punidos para que isso nunca volte a acontecer”, afirmou Haddad durante agenda de campanha em Hortolândia, no interior de São Paulo.
A declaração ocorre após o ministro André Mendonça, do STF , tornar públicos nesta terça-feira detalhes da investigação da Polícia Federal ( PF ) que envolve Vorcaro e sua relação com Moraes e a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes.
O material reúne informações sobre contratos milionários e negociações que tiveram participação do ministro, segundo a PF.
Haddad também voltou a criticar o Banco Master e classificou o episódio como “o maior escândalo” e “a maior fraude bancária da história do país” .
Ele afirmou que há dezenas de bilhões de reais envolvidos e citou possíveis prejuízos a fundos, prefeituras e outras instituições.
“Não importa quem, mas seguindo a legislação, nós temos que levar esse processo às últimas consequências”, afirmou.
Filme ‘Dark Horse’ Durante a entrevista, Haddad também foi questionado sobre o filme Dark Horse , citado no contexto das investigações.
Ele defendeu que as informações relacionadas ao caso sejam esclarecidas pelas autoridades e que eventuais responsabilidades sejam definidas com base nas provas.
Para o candidato, o ponto central é garantir que as investigações não sejam conduzidas com base em interesses políticos ou pessoais.
“Não pode haver amigos e inimigos nesse caso”, disse.
Haddad ainda aproveitou a entrevista para fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) , candidato à Presidência da República.
O petista afirmou que o parlamentar teria apresentado versões diferentes sobre valores recebidos, encontros e datas relacionados a outro caso investigado e chegou a defender que ele reavalie sua candidatura.
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