Alex detalha drama pessoal na Copa de 2002 e alerta para vício em apostas no futebol: "É perigoso"
De bermuda e camisa pretas, mãos no bolso, Alex chega às 10h em ponto para o Abre Aspas no hotel da delegação do Athletic, horas antes de vencer o América-MG pela Série B.
Instantes antes de começar a entrevista, o ex-jogador que virou treinador em 2021 reflete sobre o fim da carreira.
Lembra da cobrança que recebeu, no fim da carreira, de torcedores numa simples fila de cinema quando estava com a esposa e os três filhos.
Ele era jogador do Coritiba e ali se perguntou se ainda suportaria esse tipo de ambiente.
Alex parou em 2015.
É técnico desde 2021.
Com impressionante memória, lembra números, locais, datas e valores.
Percorre as origens, as transferências que marcaram a carreira de um craque habilidoso e artilheiro.
Também conta os sabores e dissabores com a Seleção e deixa alertas para as jovens promessas.
Da exposição precoce, dos cuidados com vícios de apostas, dos mitos da carreira de técnico, Alex exibe visão de jogo 360º que o eternizou nos corações de três grandes torcidas brasileiras e o fez semideus na Turquia, onde foi comandado pelo seu ídolo: Zico.
Ficha técnica Nome: Alexsandro de Souza Nascimento: Colombo (PR), em 14/9/1977 (48 anos) Clubes como jogador: Coritiba, Palmeiras, Parma, Flamengo, Cruzeiro e Fenerbahçe (Turquia).
Clubes como treinador: São Paulo (sub-20), Avaí, Antalyaspor (Turquia), Operário e Athletic.
Títulos como jogador: Seleção: Copa América (1999 e 2004) e Pré-Olímpico (2000).
Palmeiras: Copa do Brasil, Mercosul (todos em 1998), Libertadores (1999).
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