O que o novo fracasso do Vasco no Maracanã pode ensinar ao Flamengo
O Vasco fez questão de jogar no Maracanã e fracassou outra vez. Se na final da Copa do Brasil de 2025 lá perdeu para o Corinthians, na terça-feira acabou eliminado pelo Boca Juniors na Sul-Americana.
Derrotado por 3 a 1, deixou escapar a classificação para a final do certame, mesmo depois de vencer na Argentina. Ganhou a batalha pelo palco, mas fracassou no jogo que justificava tamanho empenho.
Duas decisões importantes, duas oportunidades de oferecer à torcida uma conquista ou a possibilidade imediata de alcançá-la, dois desfechos amargos. A mobilização das arquibancadas não encontrou resposta suficiente no gramado.
Isso não significa que a escolha do estádio tenha provocado a eliminação. Significa que a insistência no Maracanã precisa ser colocada em sua devida dimensão: um estádio maior, mais ingressos e uma multidão reunida não resolvem as limitações de uma equipe.
O elenco se fortaleceu, mas não se monta um time forte e competitivo rapidamente. E o dinheiro, embora indispensável para reduzir distâncias, não basta. É necessário contratar com critério, desenvolver uma maneira de jogar e sustentar o trabalho.
A urgência de quem passou anos acumulando frustrações é compreensível, mas não encurta esse caminho. O Cruzeiro ajuda a entender o processo. A capacidade de investir amplia as possibilidades, mas nem todas as etapas são imediatamente vencidas.
Ao Vasco cabe enfrentar essa realidade. Depois de fazerem tanta questão do estádio, os vascaínos voltaram a assistir à festa do adversário. O desafio principal continua sendo montar uma equipe capaz de corresponder às expectativas.
Ao mesmo tempo, o comportamento frio e competitivo do Boca serve de alerta para o maior rival. No Rio de Janeiro, o Racing, contra o Botafogo, em 2025, e o Lanús, diante do Flamengo, neste ano, conquistaram a Recopa.
Os rubro-negros que fiquem atentos na quinta-feira, contra o Estudiantes, no mesmo Maracanã, onde uma vaga na decisão da Libertadores estará em disputa.
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