Estados Unidos terão primeira execução pública em 90 anos
O Pentágono anunciou, na noite de quinta-feira 8, que a execução de Nidal Malik Hasan , ex-major e ex-psiquiatra do Exército americano condenado por matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, será realizada diante do público e transmitida ao vivo pela internet.
O fuzilamento está marcado para 3 de dezembro e marcará a primeira execução pública autorizada pelo governo dos Estados Unidos em 90 anos.
A decisão foi confirmada pelo Departamento de Defesa após uma declaração do secretário Pete Hegseth , que defendeu a realização pública da execução, argumentando que “as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”.
Em entrevista ao canal de TV conservador Real America’s Voice , a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, Hegseth afirmou que a execução será realizada por um pelotão de fuzilamento.
Segundo o secretário do presidente Donald Trump , a escolha do local, da data e até do horário carrega um significado simbólico.
O fuzilamento ocorrerá às 13h, mesmo horário do ataque cometido por Hasan, em Fort Hood.
O Pentágono ainda não informou em qual plataforma a execução será transmitida.
Primeira execução militar em décadas O caso representa uma ruptura com a prática adotada pelos Estados Unidos nas últimas décadas.
A última execução pública reconhecida no país ocorreu em agosto de 1936, quando cerca de 20.000 pessoas acompanharam o enforcamento de Rainey Bethea, no Kentucky.
As Forças Armadas dos EUA também não executam um condenado desde 1961, enquanto o último fuzilamento conduzido pelos militares aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial , em 1945.
Continua após a publicidade A transmissão ao vivo também não encontra precedentes conhecidos na história americana.
Atualmente, execuções públicas são realizadas em poucos países, entre eles Irã e Afeganistão , sob o controle do Talibã .
A divulgação de vídeos de execuções também ficou associada a organizações extremistas, como o Estado Islâmico , que utilizou gravações de assassinatos de prisioneiros como instrumento de propaganda.
Na semana passada, os planos do estado do Tennessee de executar uma mulher pela primeira vez em mais de 200 anos deram errado após as autoridades administrarem duas doses de injeção letal sem que ela perdesse a vida .
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