O que silêncio de Trump sobre vitória de Lula diz sobre relação entre Brasil e EUA
Donald Trump ainda não reconheceu publicamente vitória de Lula.
Andrew Harnik/Getty Images via BBC Diferentemente do que ocorreu nas últimas eleições presidenciais brasileiras, a Casa Branca ainda não havia reconhecido publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o começo da manhã desta segunda-feira (26/10). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Com 100% das urnas apuradas, Lula teve 64 milhões de votos (51,79% dos válidos), contra 59 milhões de Flávio Bolsonaro (PL), ou 48,21%.
O resultado foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08 do domingo.
O silêncio do presidente americano, Donald Trump, contrasta com a rapidez de Washington em pleitos anteriores e com a reação de vários líderes estrangeiros, entre eles governantes de direita da América Latina, que já cumprimentaram Lula e reconheceram o resultado das urnas no Brasil.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil disseram que a demora de Trump em reconhecer o resultado pode refletir uma "frustração política" e que o presidente americano "pode estar digerindo uma derrota política para um aliado".
Lula terá que articular com Centrão Desde a volta de Trump à Casa Branca, uma série de presidentes de direita ou próximos a ele foram eleitos na região.
A vitória de Lula interrompe essa sequência e frustra a expectativa de alinhamento regional atribuída a Washington.
Uma tradição interrompida Por que Trump ainda não falou? O que Lula disse sobre os EUA O impacto sobre Flávio Bolsonaro e o que muda para o Brasil no mundo Uma tradição interrompida Em 2002, 2014, 2018 e 2022, Washington reconheceu o vencedor da eleição brasileira com rapidez.
Em 2022, Joe Biden parabenizou Lula por uma vitória em eleições "livres, justas e confiáveis", antes mesmo de Jair Bolsonaro admitir formalmente a derrota.
Na eleição anterior, em 2018, Trump ligou para Bolsonaro na noite do domingo do segundo turno.
Em 2014, Barack Obama felicitou Dilma Rousseff no dia seguinte à votação.
Em 2002, George W.
Bush telefonou a Lula cerca de um dia depois da eleição.
"Sim, é muito significativo.
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