As instituições brasileiras não inspiram a nação
O país vive hoje um dos momentos mais graves da história republicana , com os poderes constituídos abalados por uma inédita crise de credibilidade perante a sociedade.
O ambiente de conflagração no STF – Supremo Tribunal Federal , com ministros trocando ataques em plenário, acabou deslocando as atenções do debate eleitoral. Deveríamos estar discutindo o futuro da educação, a segurança e as propostas para ampliarmos a nossa produtividade e competitividade. Não é o que vemos.
A fotografia de ministros sorrindo horas após o grave confronto em plenário sinaliza certo distanciamento ou insensibilidade em relação ao sentimento geral de perplexidade.
Na semana passada, as principais organizações representativas do setor produtivo divulgaram o “Manifesto à nação brasileira”, cobrando que o plenário do Supremo examine os fatos em sessão pública, sem corporativismo.
“O país já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar. Ninguém está acima da lei”, disse o manifesto, assinado por organizações como a CNI – Confederação Nacional da Indústria e a CNC – Confederação Nacional do Comércio.
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