Excesso de peso atinge quase 75% dos adultos monitorados em Petrópolis; especialistas destacam papel do sono
Dados mostram que três em cada quatro adultos monitorados apresentam excesso de peso Reprodução Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) mostram que 74,62% dos adultos monitorados em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, apresentam excesso de peso.
Em 2025, 30,48% dos avaliados estavam com sobrepeso e 44,14% tinham algum grau de obesidade.
Os números reforçam a dimensão de um problema que vai além da alimentação e da prática de exercícios físicos.
Embora tratamentos com medicamentos e procedimentos como a gastroplastia endoscópica tenham ampliado as opções terapêuticas nos últimos anos, especialistas chamam a atenção para um fator que ainda costuma ser deixado em segundo plano: a qualidade do sono.
Segundo a médica Camila Teixeira, é comum que pacientes atribuam a falta de disposição para se exercitar à preguiça ou à falta de disciplina, quando, na verdade, podem estar enfrentando consequências de anos de privação de sono, estresse e alterações hormonais. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp.
Agora no g1 “É muito comum o paciente chegar ao consultório acreditando que não consegue se exercitar por falta de disciplina, quando muitas vezes estamos diante de um organismo exausto.
Antes de cobrar atividade física, precisamos entender como essa pessoa está dormindo, porque o sono interfere na disposição, no equilíbrio hormonal, na fome e na própria capacidade de aderir ao tratamento”, afirma.
Nos últimos anos, o sono passou a ser considerado parte fundamental do tratamento da obesidade, ao lado da alimentação equilibrada, da atividade física e das abordagens médicas.
Isso porque ele exerce influência direta sobre mecanismos hormonais e metabólicos responsáveis pelo controle do peso.
De acordo com a especialista, dormir cedo e respeitar o ritmo biológico do organismo favorece a produção adequada de hormônios ligados à recuperação muscular, ao reparo celular e ao equilíbrio metabólico.
Para ela, não basta apenas dormir por muitas horas, mas também garantir uma rotina de descanso de qualidade.
“O sono precisa ser olhado como parte do tratamento.
Não adianta pensar apenas em dieta, exercício, medicamento ou procedimento se o paciente dorme mal de forma crônica.
Quando conseguimos recuperar a qualidade do sono, muitas vezes ele passa a ter mais energia para se movimentar e também melhora sua relação com a alimentação”, explica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.