TRE concede direito de resposta a Raquel Lyra sobre propaganda de João Campos que questionava remuneração da governadora
Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) Arte/g1 A governadora Raquel Lyra (PSD) obteve na Justiça Eleitoral o direito de resposta a uma propaganda veiculada pela Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato João Campos.
A peça relacionava o salário da gestora, de R$ 60 mil, à declaração de bens da candidata à reeleição, que informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1 em conta-corrente.
O direito de resposta foi concedido por meio de duas decisões publicadas nesta sexta-feira (18) pelo desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno.
Uma delas se refere às peças divulgadas em inserções e no guia eleitoral de rádio e TV.
A outra diz respeito a postagens nas redes sociais. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em ambos os processos, o magistrado considerou que, embora o dado da conta-corrente e o debate sobre o salário sejam reais, a forma como foram apresentados gerou uma "ofensa ilegal".
O g1 entrou em contato com a campanha de João Campos, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
Na propaganda, a campanha de João Campos dizia que Raquel Lyra declarou possuir apenas R$ 1 em conta-corrente apesar de receber R$ 60 mil por mês.
Isso porque a gestora optou por receber a remuneração como procuradora do estado, carreira de origem da candidata.
Como governadora, ela receberia um salário de R$ 22 mil.
Segundo a peça publicitária, Raquel teria acumulado mais de R$ 1,2 milhão de forma "inconstitucional".
Agora no g1 Conforme a declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Raquel Lyra informou patrimônio de R$ 359.498,33, composto por um apartamento, aplicações financeiras e um depósito de R$ 1 em conta-corrente.
"A declaração de bens da candidata registra saldo de R$ 1 em conta corrente, e a controvérsia acerca de sua remuneração constitui tema legítimo do debate político.
A irregularidade, entretanto, não decorre da falsidade isolada desses dados, mas do sentido global produzido pela seleção, associação e apresentação das informações", escreveu o magistrado no documento.
A campanha de João Campos terá até 36 horas para entregar o material que será utilizado no direito de resposta.
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