Trio acusado de fabricar e vender armas clandestinas volta a ser preso dias após liberdade provisória
PF encontra fábrica clandestina de armas e apreende peças para montar fuzis em SP Três acusados de integrar uma organização criminosa transnacional que fabricava e comercializava clandestinamente armas de fogo de uso restrito voltaram a ser presos dias após conseguirem a liberdade provisória.
A Justiça Federal acatou um recurso do Ministério Público Federal (MPF) e revogou a liberdade de Dinael Enrique Borges, Anderson Custódio Gomes e Lucas Gonçalves Silva, concedida pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro (RJ).
Na decisão, a juíza federal Geraldine Vital afirma que a liberdade provisória foi concedida com base no encerramento da fase de instrução do processo, o que teria afastado o perigo para a colheita das provas, e na redução do risco de continuidade dos crimes.
Siga o g1 Piracicaba no Instagram No entanto, ela pontua três circunstâncias para rebater as alegações e determinar novamente as prisões: Produção de fuzis em escala industrial destinados ao abastecimento da criminalidade violenta do Rio de Janeiro; Indícios de continuidade dessa atividade por mais de dois anos, inclusive sob o comando de investigado que se encontrava em prisão domiciliar em razão de condenação pelo mesmo crime; Informações de inteligência indicativas de fuga de integrantes do grupo.
O esquema veio à tona em agosto do ano passado, com a descoberta de uma fábrica clandestina de fuzis AR-15 em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e a apreensão de 183 armas em Americana (SP).
Polícia apreende 40 fuzis AR-15 que abasteceria facções de SP e RJ operação que fechou fábrica clandestina de armas em Santa Bárbara Secretaria de Segurança Pública/Reprodução O que dizem as defesas O g1 procurou as defesas dos três acusados que voltaram para a prisão.
O advogado Ralph Grando Fraga Cristiano, que defende Dinael, disse que deve se manifestar sobre a decisão nesta sexta-feira (18).
A reportagem não conseguiu localizar os advogados de Anderson e Lucas.
Audiência Pelo menos oito dos dez acusados passaram por audiência de instrução e julgamento no dia 6 de agosto deste ano.
O processo tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro (RJ). 🔎 A audiência de instrução e julgamento é a etapa do processo em que são colhidos depoimentos das partes envolvidas no caso.
Os depoimentos estavam previstos para os dias 16 e 17 de julho deste ano, mas a Justiça Federal adiou as oitivas para a primeira quinzena de agosto.
Segundo informou a Justiça Federal do Rio de Janeiro (JFRJ) ao g1, foram interrogados os acusados: Silas Diniz Carvalho, Marcely Ávila Machado, Walcenir Gomes Ribeiro, Janderson Aparecido Ribeiro de Azevedo, Anderson Custódio Gomes, Wendel dos Santos Bastos, Dinael Enrique Borges e Lucas Gonçalves Silva.
Veja abaixo, na reportagem, como cada um atuava na quadrilha.
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