Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Trajano de Moraes; defesa diz que vai recorrer
A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Gonçalves Neves, e do vice-prefeito, Hélio Luiz Fazoli de Moraes Redes Sociais A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Gonçalves Neves, e do vice-prefeito, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, em uma ação que investigou suspeitas de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024.
A mesma sentença também determinou a cassação do registro de candidatura de Eduardo dos Santos Abrahão, que disputou uma vaga de vereador nas eleições daquele ano.
A defesa dos três informou, em uma nota publicada nas redes sociais, que vai recorrer da decisão.
O posicionamento foi divulgado em nome de Rildo Neves e Hélio Luís, mas, conforme informado pela defesa, a manifestação também representa Eduardo Abrahão. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp.
Agora no g1 A ação foi apresentada pelo então candidato a prefeito Matias Mendes da Silva, que alegou que Eduardo Abrahão teria procurado uma candidata a vereadora que apoiava sua candidatura para tentar obter a mudança de apoio político para a chapa de Rildo e Hélio.
Segundo a acusação, durante as tratativas houve a transferência de R$ 1.500 por Pix para a conta da candidata Josilene da Motta Tomaz.
O dinheiro teria sido enviado por Rafael Riguete Garcez, apontado no processo como aliado de Rildo.
O processo também tem como prova uma gravação de uma conversa entre Eduardo Abrahão e Cláudio Jacinto da Motta, conhecido como Joinha.
A gravação foi submetida a perícia da Polícia Federal.
De acordo com a sentença, os exames apontaram autenticidade dos arquivos, ausência de indícios de edição, corte ou manipulação e confiabilidade superior a 90% na transcrição.
Ao analisar o conjunto de provas, o juiz entendeu que houve captação ilícita de sufrágio, que é quando uma vantagem é oferecida com a finalidade de obter voto, e abuso de poder econômico.
Decisão judicial Rildo Neves teve o diploma cassado, recebeu multa e foi declarado inelegível por oito anos após a eleição de 2024.
Hélio Luís também teve o diploma cassado.
A sentença, porém, não o declarou inelegível, porque o juiz entendeu que não havia prova suficiente de participação pessoal dele nas irregularidades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.