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Ex-chefe do BC usa interferência de Mendonça na PF para pedir fim de tornozeleira

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Ex-chefe do BC usa interferência de Mendonça na PF para pedir fim de tornozeleira

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A defesa de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do Banco Central investigado por ligação com o ex-baqueiro Daniel Vorcaro , afirma que a investigação sobre o Banco Master pode ter atos anulados e usa esse argumento para pedir ao STF a retirada da tornozeleira eletrônica do servidor.

Em petição apresentada nesta sexta-feira (11), a defesa lembra que Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, além da abertura de procedimentos contra os dois.

Para a defesa, formada pelos advogados Leonardo Palazzi, Bruno Salles Pereira Ribeiro, Gabriela Souza de Carvalho e Luísa de Barros Rossi, isso também afeta a investigação contra Belline.

A petição afirma que, se a "lisura da condução das investigações" está sendo questionada, fica "comprometida" a validade dos elementos usados no caso. Os advogados dizem ainda que há "concreta possibilidade de redefinição de competência e de reconhecimento de nulidades".

A defesa cita também a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, que na quarta (9) suspendeu as decisões sobre o comando da PF e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro. Segundo os advogados, os ministros vão discutir a competência para conduzir os casos, a validade dos relatórios de inteligência e a regularidade dos atos investigatórios.

Tudo isso reforçaria o pedido do fim da tornozeleira. Segundo a defesa, ele já prestou depoimento à PF, em 25 de agosto, e respondeu aos questionamentos dos investigadores. O pedido de retirada da monitoração, feito há seis meses, ainda não foi analisado.

Belline é investigado pela PF sob suspeita de atuar em favor dos interesses de Vorcaro. A polícia afirma que ele teria recebido R$ 500 mil por mês do banco e identificado comprovantes de repasses que somam R$ 3,8 milhões. Também aponta que Vorcaro teria bancado parte de uma viagem de Belline e da mulher a Paris . A defesa nega irregularidades e afirma que o servidor agiu dentro de suas atribuições no BC.

Além da tornozeleira, continuam valendo a suspensão do exercício da função pública, a proibição de entrar no Banco Central, a restrição de contato com outros investigados, a proibição de deixar a comarca e a apreensão do passaporte. Para os advogados, essas medidas já são suficientes para acompanhar Belline.

A defesa também reclama de "sucessivos vazamentos de depoimentos" e afirma que informações da investigação foram divulgadas de maneira seletiva, produzindo uma "leitura acusatória" sobre Belline antes de uma conclusão formal. Os advogados dizem que a exposição pública teria tirado o foco da atuação funcional do servidor e levado a discussão para questões institucionais e políticas envolvendo o Banco Central e o caso Master.

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