Imóveis no exterior e artigos de luxo: Ex-presidente do Ideflor-Bio e mulher são investigados por desvio de mais de R$ 14 milhões no PA
MP denuncia suposto desvio de mais de R$ 14 milhões em contratos do Ideflor-Bio, no Pará.
Reprodução O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) denunciou à Justiça um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 14 milhões em contratos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).
Entre os denunciados estão o ex-presidente do instituto, Nilson Pinto de Oliveira, e a mulher dele, Lena Ribeiro Pinto.
Segundo o MP, há suspeitas de direcionamento de licitações e irregularidades na execução dos serviços. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp As denúncias foram formalizadas na 10ª Vara Criminal de Belém e ainda dependem de análise judicial.
Em nota, Nilson Pinto afirmou, em nota, que recebeu a denúncia com indignação, mas disse estar tranquilo e confiante na Justiça.
Segundo ele, todos os ritos legais foram cumpridos nos processos de contratação das empresas responsáveis pelos serviços.
Lena Pinto, a vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues e o Ideflor-Bio não se pronunciaram sobre as acusações.
Quais contratos estão sob suspeita? A investigação tem como foco três contratos firmados entre o Ideflor-Bio e a Construtora Duas Marias.
Eles previam: Manutenção do muro do Parque Estadual do Utinga; Reforma de imóveis do instituto; Serviços de manutenção predial.
A vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues também está entre os investigados.
Ela é apontada pelo MP como gestora da empresa contratada.
Ministério Público denuncia desvios do Ideflor-Bio de mais R$ 14 milhões O que a investigação aponta? A apuração começou em maio deste ano e analisa operações financeiras realizadas entre fevereiro de 2023 e março de 2026.
Segundo o Ministério Público, os indícios foram identificados a partir de documentos administrativos e fiscais, registros bancários e outras informações obtidas com autorização judicial.
Segundo o promotor de Justiça Lauro Freitas, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público recebeu uma denúncia de que os contratos não eram compatíveis com a condição financeira, o porte e a estrutura da construtora Duas Marias.
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