A 'cobra' encontrada no Brasil que não é réptil e respira pela pele
A natureza tem animais que desafiam as primeiras impressões, e a cobra-mole (Atretochoana eiselti) é um deles.
Apesar do corpo semelhante ao de uma serpente, a espécie é um anfíbio raro e inofensivo, sendo um parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos.Com um corpo alongado, cilíndrico e coberto por uma pele lisa, o animal é o maior tetrápode, animal com quatro patas ou ancestral de quatro patas, sem pulmões do mundo.
O seu sistema de respiração ocorre por meio da pele, e por isso, o animal é considerado o maior anfíbio sem pulmões já encontrado.Apesar de estranha, a espécie já havia sido descrita pelo herpetologista norte-americano Edward Harrison Taylor em 1968, curiosamente, baseado em um espécime localizado no Museu de História Natural de Viena, na Áustria.
Características da cobra-moleO animal possui características que a diferencia de outras espécies próximas, entre elas estão:a ausência de pulmões e de vasos sanguíneos pulmonares;articulação mandibular pós-cranial;estribos alongados e com direção posterior;músculo cranial associado aos estribos, ligando estes às bochechas;uma abertura intermediária tentacular posicionada entre o olho e a narina externa;um sulco tentacular não encoberto por osso e o corpo lateralmente comprimido com uma barbatana mediana dorsal.Cobra-mole no BrasilO animal só ganhou notoriedade em 2011, quando seis espécimes foram encontrados durante obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, na Rondônia, pelo biólogo Juliano Tupan.
Por muitos anos, os únicos registros da espécie existentes estavam apenas no Museu de Viena e na Universidade de Brasília.De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), informações sobre a reprodução, história de vida, fisiologia e hábitos do animal ainda são insuficientes.
1 de 2 | Foto: Reprodução| Internet 2 de 2 | Foto: Reprodução| Internet No Brasil, o animal já foi encontrado na Rondônia, próximo à fronteira com a Bolívia e no Pará, próximo à foz do Rio Amazonas, nas ilhas de Marajó e Mosqueiro.
Nesta região, os espécimes podem sofrer com a contaminação de resíduos não tratados.As informações são do artigo ‘Descoberta do maior Tetrapoda apulmonado, Atretochoana eiselti (Taylor, 1968) (Amphibia: Gymnophiona: Typhlonectidae), em seu habitat natural na Amazônia brasileira’.
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