Nigéria mobiliza tropas para resgatar 600 sequestrados em mesquitas
A Nigéria iniciou uma operação para resgatar cerca de 600 fiéis sequestrados em mesquitas no estado de Níger, no centro-norte do país. Segundo a Al Jazeera, o presidente Bola Tinubu ordenou a mobilização das forças de segurança.
Tinubu determinou uma ação coordenada das Forças Armadas, da polícia, dos serviços de inteligência e de outros órgãos de segurança. "Determinei que as agências de segurança lancem imediatamente uma operação coordenada de resgate", escreveu o presidente nas redes sociais. "Estou indignado com o sequestro e o assassinato de cidadãos inocentes por elementos criminosos no estado."
Os sequestros ocorreram na região da vila de Dekera na última sexta-feira. Homens armados divulgaram no domingo um vídeo que aparenta mostrar dezenas de reféns em uma área de mata, entre eles crianças que choram.
Um homem armado fala em hausa com parentes dos sequestrados no vídeo. Ele pede que as famílias identifiquem seus familiares, mas agências de notícias não conseguiram confirmar a data nem o local da gravação.
Os ataques deixaram 30 mortos, que foram enterrados no domingo no distrito atingido. A informação foi confirmada à Reuters por uma autoridade local.
Sequestros em massa para cobrança de resgate cresceram no norte da Nigéria desde o início do ano. O tema ganhou peso político antes da eleição presidencial prevista para janeiro, quando a segurança deve estar no centro da campanha.
Pelo menos 2 mil moradores deixaram a região após os ataques e seguiram para o Benim. A Reuters informou que Abubakar Umar, líder da comunidade de Dekera, relatou o deslocamento.
O noroeste nigeriano é rota de circulação de armas e grupos armados pela África Ocidental. À Reuters, Kabir Adamu, especialista em segurança baseado em Abuja, afirmou que ainda não é possível identificar os autores, mas espera um pedido de resgate.
Tinubu disse que receberá atualizações sobre a operação até que todos os sequestrados sejam localizados. "Não descansaremos até que seus filhos, filhas, mães e pais voltem em segurança", afirmou.
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