Rodoviários de Salvador fazem assembleia para discutir fim do pagamento em dinheiro nos ônibus
Em meio ao debate sobre o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus, o Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Salvador realiza uma assembleia, nesta quinta-feira, 15, para discutir o tema.
O encontro acontece em dois turnos, tendo o primeiro iniciado às 9h, e o segundo marcado para 15h, ambos da sede, localizada no bairro de Brotas.Segundo o anúncio, o encontro é realizado para debater a recente medida da Prefeitura de Salvador, que prevê o fim gradual do pagamento em dinheiro nos ônibus, começando pelo sistema BRT."Essa mudança levanta questionamentos e preocupações sobre o futuro dos cobradores e cobradoras e a preservação dos postos de trabalho da nossa categoria.
Por isso, este é o momento de nos reunirmos, discutirmos os impactos dessa medida e fortalecermos a nossa luta em defesa dos direitos e dos empregos dos trabalhadores rodoviários", disse o comunidado do sindicato.Rodoviários cobram garantia de empregos com o fim do dinheiro nos ônibusEm reunião ocorrida na última semana, a Comissão de Negociação do Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Salvador esteve reunida com o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.Durante a audiência, o titular da Semob garantiu à liderança comunitária e trabalhista que a transição para a bilhetagem 100% digital não vai acarretar a demissão de cobradores neste momento.Apesar da garantia inicial, o sindicato reforçou a importância crucial desses profissionais, hoje defendidos pela categoria sob a nomenclatura de agentes de bordo.De acordo com a entidade, a atuação desses trabalhadores vai além da arrecadação de tarifas, sendo indispensável para o auxílio operacional ao motorista e no suporte a passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida.
Entenda o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus de SalvadorA Semob determinou a substituição progressiva do pagamento em dinheiro por meios eletrônicos nos ônibus de Salvador.
A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial do Município e prevê que a retirada do pagamento em espécie ocorrerá gradualmente, com definição das linhas que deixarão de aceitar dinheiro a bordo.A mudança começa pelo BRT, que já opera sem cobradores, e inclui a implementação do pagamento por QR Code.
A previsão divulgada é de que, caso a solução seja bem aceita, ela seja posteriormente ampliada para outros ônibus do sistema.A discussão, porém, ultrapassa a forma de pagamento da passagem e envolve o futuro dos trabalhadores que atualmente atuam como cobradores.
Para o sindicato, qualquer alteração que possa afetar esses profissionais precisa ser debatida antes de avançar.
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