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Coreia do Norte condena exercícios militares EUA-Coreia do Sul, apesar da ordem de Trump para reduzi-los

UOL Notícias ·
Coreia do Norte condena exercícios militares EUA-Coreia do Sul, apesar da ordem de Trump para reduzi-los

SEUL, 18 Ago (Reuters) - A Coreia do Norte condenou os exercícios militares dos EUA e da Coreia ​do Sul, afirmando que continuará ​exercendo seu direito à autodefesa para combater o que chamou de ameaças militares por parte dos dois países, informou a agência de notícias ​estatal KCNA na ⁠quarta-feira (horário local).

Um ​comentário da KCNA chamou os EUA e ⁠a Coreia do Sul de “belicistas” que ​aumentam as tensões na Península Coreana, denunciando o exercício “Ulchi Freedom Shield”, com duração de 11 dias.

A crítica ‌surge depois que o presidente dos ‌EUA, ​Donald Trump, ordenou no domingo que o Pentágono “reduzisse substancialmente” a participação dos EUA no exercício anual e mencionou seu “ótimo relacionamento” ‌com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Trump também afirmou na segunda-feira que Kim havia respondido à sua tentativa de aproximação, sem revelar a natureza do contato.

Os exercícios começaram conforme programado na segunda-feira, mas a mídia sul-coreana informou que o comandante das Forças dos EUA na Coreia, Xavier Brunson, visitou o Ministério da ‌Defesa da Coreia do Sul nesta terça-feira para discutir planos de reduzir a escala do exercício.

Trump tem buscado ​retomar o diálogo com Kim, sob cuja liderança a Coreia do Norte expandiu seus ‌programas de armas nucleares e mísseis, apesar das sanções da ONU.

A crítica também surge depois ‌que o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou nesta terça-feira que os exercícios ⁠Ulchi eram de natureza defensiva e que a Coreia do Sul não tinha intenção de usá-los para atacar a Coreia do Norte ou aumentar as tensões na Península Coreana.

Pyongyang costuma denunciar ​os exercícios dos ​aliados como hostis, enquanto Washington e Seul afirmam que os exercícios são defensivos e necessários para manter a prontidão contra as ameaças militares da Coreia do Norte.

A KCNA afirmou que as ações dos aliados agravariam as tensões em toda a península e na região da Ásia-Pacífico como um ⁠todo. O comentário da KCNA não especificou quais medidas a Coreia ​do Norte tomaria.

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