EUA planejam reenviar diplomatas a embaixadas no Oriente Médio, diz NYT
O Departamento de Estado dos Estados Unidos está se preparando para enviar diplomatas americanos de volta às embaixadas no Oriente Médio. Elas foram evacuadas antes e durante a guerra contra o Irã, o que sugere que o governo Trump não prevê um retorno às hostilidades militares.
O retorno dos funcionários do serviço diplomático pode acontecer ainda nesta semana. De acordo com um documento interno do Departamento de Estado, obtido em reportagem do The New York Times, também está prevista a redução das medidas de emergência nas missões americanas na região.
O restabelecimento dos diplomatas deve prosseguir mesmo com o governo de Donald Trump ameaçando o Irã com novas sanções econômicas. As embaixadas que devem restaurar o nível de funcionários incluem Israel, Líbano, Arábia Saudita, Catar, Jordânia, Omã, Iraque e Kuwait.
O Departamento de Estado afirmou que "revisa a situação de segurança em missões diplomáticas ao redor do mundo". Em nota, o Departamento também comunicou que os quadros de funcionários em determinados postos no Oriente Médio estão sendo ajustados.
Os primeiros diplomatas a retornar serão os da Embaixada dos EUA no Líbano, mas com 85% do quadro de funcionários. De acordo com o documento, as embaixadas dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar também vão retornar com número abaixo. Já nos postos do Iraque, Kuwait e Bahrein será restrito a 75%.
Nas embaixadas de Israel, Jordânia e Omã, o quadro de funcionários vai retornar de forma integral. Nos seis países do Golfo e no Líbano, o Departamento de Estado vai aplicar restrições à vinda de familiares.
Um dia antes de os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, funcionários não essenciais da embaixada em Jerusalém e seus familiares receberam a opção de deixar Israel às custas do governo. Nas semanas seguintes, o governo emitiu ordens para evacuar missões em todo o Oriente Médio, à medida que o Irã e os seus aliados atacavam postos diplomáticos dos EUA.
Ex-funcionários do Departamento de Estado alertaram que o retorno dos diplomatas pode indicar um desejo do governo Trump de evitar a retomada dos combates. O ex-secretário adjunto de Estado, Robert Danin, afirmou ao The New York Times que essa decisão não garante uma paz duradoura, e não os impede de tomar medidas contra o Irã no futuro.
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