Segurança: tecnologia une Haddad e Tarcísio, mas investigação e monitoramento dividem candidatos ao governo de SP
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) em agendas de campanhas ao governo de SP em 2026.
Caiuá Maia e Diogo Zacarias A segurança pública aparece como uma das prioridades nos planos de governo de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidatos ao governo de São Paulo que lideram as pesquisas eleitorais.
Apesar da rivalidade política, os programas têm mais pontos em comum do que divergências.
Ambos defendem ampliar o uso de tecnologia e inteligência artificial, integrar bases de dados, combater o crime organizado, fortalecer políticas de proteção às mulheres e valorizar a carreira policial.
As diferenças aparecem principalmente no enfoque das estratégias de cada candidato.
Haddad aposta em investigação, controle da atividade policial e transparência de indicadores.
Já Tarcísio prioriza monitoramento tecnológico, policiamento ostensivo baseado em dados e ampliação das estruturas já implantadas em seu governo.
Veja abaixo as propostas dos candidatos analisadas pelo g1 a partir dos planos de governo: Agora no g1 Combate ao crime organizado Para combater o crime organizado, Haddad propõe a criação da Agência Estadual Antifacção: uma estrutura de investigação e inteligência sob liderança do governador, reunindo Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Estadual, Ministério Público e órgãos de controle.
O órgão também atuaria em convênio com a Receita Federal, a Polícia Federal, o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo o plano, o objetivo é desarticular financeiramente as organizações, impedir sua infiltração na economia formal e dar destinação social aos bens confiscados.
Outra proposta do candidato do PT é a criação de uma força-tarefa permanente para o Porto de Santos, reunindo órgãos estaduais e federais para combater o tráfico internacional de drogas e organizações criminosas que utilizam o terminal como rota de exportação.
O porto é apontado pelo Ministério Público como a principal porta de saída da cocaína produzida no Brasil para a Europa.
O governador de São Paulo, que disputa reeleição, também defende o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas, mas aposta na ampliação de mecanismos de investigação já existentes em sua gestão.
O plano prevê intensificar investigações patrimoniais, análises financeiras e o compartilhamento de informações entre órgãos estaduais, federais e internacionais para identificar lideranças, combater a lavagem de dinheiro e recuperar ativos do crime organizado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.