EUA anuncia novas sanções contra mineração e indústria militar de Cuba
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (17/9), novas sanções contra 11 empresas e indivíduos ligados ao governo de Cuba , em mais uma etapa da pressão econômica de Washington sobre a ilha.
A medida atinge quatro empresas estatais responsáveis pela exploração de níquel, quatro companhias militares envolvidas em pesquisa e desenvolvimento de sistemas de armas e capacidades navais, além de três oficiais que lideram essas estruturas.
As designações foram anunciadas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com base na Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump e voltada a sanções contra responsáveis pela repressão em Cuba e por ameaças à segurança nacional e à política externa norte-americana.
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Segundo Rubio, o governo cubano utiliza os recursos naturais da ilha para financiar estruturas militares e de segurança.
Em comunicado, o secretário afirmou que Washington não permitirá que a elite militar cubana se beneficie da exploração mineral enquanto a população enfrenta dificuldades econômicas.
“Hoje, em conformidade com a Ordem Executiva 14404 do Presidente Trump, estou designando 11 atores que alimentam essa exploração”, afirmou.
O secretário também publicou uma mensagem nas redes sociais, na qual classificou Cuba como um “Estado falido e corrupto” .
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1 de 3 Reforma é a maior em Cuba desde a revolução de 1959 Divulgação/Partido Comunista de Cuba 2 de 3 Miguel Díaz-Canel Emilio Flores/Anadolu via Getty Images 3 de 3 Rubio diz que EUA já estão enviando equipes de ajuda à Venezuela Kevin Dietsch/Getty Images Níquel no centro das medidas A nova rodada ocorre após outras sanções contra empresas cubanas ligadas à exploração de recursos naturais.
Em setembro, os EUA incluíram o Banco Exterior de Cuba e companhias dos setores de combustíveis e mineração na lista de restrições.
Em junho, Washington já havia sancionado a Minera La Victoria.
Segundo o governo norte-americano, as medidas atingem estruturas usadas por Havana para obter recursos e financiar seu aparato estatal e militar.
Cerco sobre Cuba Em junho, os EUA sancionaram o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, além de Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e outras autoridades e organizações.
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