Singapura pagará cidadãos por hábito de leitura em nova campanha nacional
Seja enquanto esperam o trem ou relaxam sozinhos em um café, uma pequena nação do Sudeste Asiático está incentivando sua população a adotar um hábito cada vez mais raro: a leitura.
Neste mês, Singapura lançou uma campanha nacional inédita de cinco anos para fomentar o hábito da leitura, oferecendo incentivos que incluem pequenos pagamentos aos cidadãos que registrarem seus minutos de leitura em um site do governo.
As autoridades apostam que a estratégia de gamificação — utilizando um sistema de pontos para monitorar o hábito em troca de uma recompensa modesta — e o senso de participação pública podem ajudar a resgatar um hábito que vem sendo rapidamente substituído pelo “doomscrolling”, prática que gera uma espécie de “atrofia mental”.
Novas regras de entrada e saída da China entram em vigor nesta terça-feira Xi Jinping critica guerra no Irã e tarifas comerciais na cúpula do Brics Polícia da Indonésia prende 321 estrangeiros por esquemas de jogos de azar “Embora conteúdos de formato curto nos ajudem a manter a informação em dia, a leitura de textos longos fortalece a atenção, o pensamento crítico e a imaginação”, afirmou Melissa Tam, chefe do Conselho da Biblioteca Nacional, em um comunicado.
“No fim das contas, queremos ver uma nação de leitores curiosos, reflexivos, criteriosos e preparados para navegar em um mundo cada vez mais complexo.” No entanto, o programa não deixará os amantes de livros ricos: são necessários 50 dias de sessões de leitura para ganhar 1 dólar de Singapura (equivalente a 4 reais).
Uma sessão de 15 minutos ou mais rende 20 moedas virtuais ao leitor, sendo necessário acumular mil para receber o pagamento.
É permitido registrar apenas uma sessão por dia.
Essa iniciativa singular surge em um momento em que a capacidade de atenção está diminuindo e os hábitos de leitura estão em declínio em todo o mundo.
Educadores enfrentam dificuldades para combater a “atrofia mental” — um suposto declínio nas habilidades cognitivas atribuído ao consumo excessivo de conteúdos superficiais online — e o “doomscrolling”.
Os rankings globais mais recentes, divulgados na semana passada, mostraram que as notas de leitura de jovens de 15 anos nos Estados Unidos despencaram, enquanto nações asiáticas como Singapura e China apresentam um desempenho notável.
O estudo apontou um desafio específico: o aumento da distração digital em sala de aula.
Gamificar a leitura e transformá-la em um hábito é a essência da iniciativa de Singapura, afirmou Loh Chin Ee, do Instituto Nacional de Educação do país.
“Para quem lê muito, 15 minutos podem parecer muito pouco, mas acho que é uma medida ideal”, disse à CNN , que pesquisa hábitos de leitura.
“O que acontece é que muitas pessoas continuam lendo — se considerarmos a leitura de palavras em uma tela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.