ONU questiona Meta por suspeita de tratamento desigual para Flávio Bolsonaro
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Especialistas independentes em direitos humanos da ONU estão cobrando a Meta a dar explicações sobre a suspeita de tratamento desigual dado às candidaturas de Flávio Bolsonaro ( PL ) e Lula ( PT ) na distribuição e circulação de posts nas redes sociais e no uso da ferramenta de inteligência artificial da empresa, a Meta AI.
Em documento apresentado nesta quarta (21), eles também cobram mecanismos de reparação adequados e diálogo transparente.
"Perder alcance pode significar perder voz no debate público e a capacidade de mobilizar comunidades. Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política", diz trecho do documento.
"Quando a expressão política parecer estar sendo restringida de maneira desproporcional, as plataformas devem explicar o motivo, corrigir impactos desiguais e garantir recursos efetivos", prossegue o texto.
A Meta negou anteriormente anteriormente favorecer uma candidatura e disse que "falhas tiveram alcance amplo e afetaram diferentes contas e anunciantes".
O texto é uma resposta a um relatório encaminhado pela Coligação "Brasil Pronto pra Mais", que representa a chapa de Lula, à ONU em que são listadas situações em que as plataformas da Meta não teriam agido de forma isonômica entre as candidaturas.
O documento é assinado por Leopoldo Maldonado Gutiérrez, relator Especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, Margaret Satterthwaite, relatora Especial sobre a independência dos juízes e dos advogados, Gina Romero, relatora especial sobre os direitos à liberdade de reunião pacífica e de associação, Andrea Bolaños Vargas, relatora Especial sobre a situação dos defensores e defensoras dos direitos humanos. Também são signatários do texto o Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU formado por Robert McCorquodale, Fernanda Hopenhaym, Lyra Jakuleviciené, Pichamon Yeophantong e Damilola Olawuyi.
"Relatórios de monitoramento mostram que milhares de contas e publicações enfrentaram suspensões, redução de visibilidade e limitações de compartilhamento, incluindo jornalistas, defensores de direitos humanos, atores da sociedade civil e criadores de conteúdo", afirmam.
Em uma das mensagens, o funcionário da Meta Roberto afirma que a conta de Lula estava "limitada" em comparação à de Flávio e que isso seria negativo pela "alta chance" de haver ação jurídica.
O documento dos especialistas também ressalta a ordem do ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, para que a Meta adote medidas a fim de garantir tratamento igualitário às campanhas dos dois candidatos no segundo turno da eleição. A decisão prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
Como mostrou a coluna na quarta (14), a Meta AI se recusava a criar material de campanha para Lula , mas atendia a pedidos semelhantes relacionados a Flávio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.