TSE manda apagar vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lulinha a desvios no INSS
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) terá de retirar do Instagram um vídeo produzido com inteligência artificial que associa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a supostos desvios de recursos do INSS.
A determinação partiu do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que estabeleceu prazo de 24 horas para a remoção.A decisão também impede que o material seja republicado.
Em caso de descumprimento, Flávio poderá ser multado.
O Instagram, por sua vez, deverá informar ao tribunal quais medidas foram adotadas para retirar a publicação e eventuais reproduções.O processo foi apresentado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
A entidade apontou a existência de propaganda eleitoral antecipada irregular em razão do uso de deepfake.Vídeo simula operação para localizar LulinhaCom o título "Missão: localizar Lulinha", o conteúdo utiliza uma narrativa de operação militar e apresenta Flávio como piloto de caça encarregado de encontrar o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Na montagem, Lulinha aparece como um foragido acusado, na narrativa do vídeo, de ter roubado milhões de idosos brasileiros.
O conteúdo também utiliza imagens manipuladas de Lula e da primeira-dama, Janja, além de se referir ao presidente como "presidente turista".Ao avaliar o pedido, Nunes Marques entendeu que o uso da inteligência artificial ultrapassou os limites estabelecidos pela legislação eleitoral por utilizar deepfake com potencial de prejudicar a imagem de Lula, que disputa a reeleição.“Registre-se, por oportuno, que a indicação expressa contida no vídeo de que este foi produzido por inteligência artificial, embora observe o comando do art.
9º-B da Resolução n.
23.610/2019/TSE, não constitui exceção à proibição objetiva de uso de deepfake inserta no art.
9º-C, § 1º, da mesma resolução", escreveu.
A decisão tem caráter liminar.
Por isso, o presidente do TSE determinou que a medida ainda seja submetida à análise do colegiado da Corte.TSE definiu regras para deepfake nas eleiçõesA decisão ocorre após o TSE estabelecer, no início de setembro, critérios para definir o que caracteriza o uso de deepfake durante as eleições de 2026.Por 5 votos a 2, os ministros estabeleceram que a restrição alcança conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial que apresentem grau de realismo ou verossimilhança e criem, reproduzam ou modifiquem imagens, vozes ou manifestações de pessoas reais ou fictícias, desde que caracterizados como propaganda eleitoral.O entendimento foi firmado durante o julgamento de uma ação envolvendo outro conteúdo relacionado a Flávio Bolsonaro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.