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Com Trump e Milei, países do Escudo das Américas se reúnem em Nova York

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Com Trump e Milei, países do Escudo das Américas se reúnem em Nova York

Na contramão da posição do governo Lula, exposta sem rodeios no discurso do presidente brasileiro na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o governo americano se reunirá hoje, em Nova York, com aliados latino-americanos que integram o Escudo das Américas ( Shield of the Americas , em inglês), entre eles e com destaque o argentino Javier Milei.

A aliança em matéria de segurança regional, combate ao crime organizado e narcotráfico foi lançada em março deste ano, num encontro organizado por Trump em uma de suas residências na Flórida. Brasil e México estiveram ausentes.

A agenda do Escudo prevê o compartilhamento de inteligência estratégica e operações militares coordenadas — em alguns casos, como no Equador, com militares americanos em território equatoriano. Para o governo Lula, a iniciativa representa uma clara ameaça de ingerência dos EUA em temas internos do país, com potenciais e graves consequências internas.

Em seu discurso, Lula afirmou que, em matéria de combate ao crime organizado, "não vamos terceirizar responsabilidades. Não precisamos de porta-aviões, precisamos de cooperação". De fato, a cooperação militar entre Brasil e EUA nunca se interrompeu, apesar da tensão entre os dois governos.

Mas Trump conseguiu a adesão de 19 países da região — alguns ainda como observadores, como o Chile —, e vários de seus presidentes se reunirão hoje com o chefe de Estado americano, em paralelo à Assembleia-Geral da ONU. Até mesmo presidentes que ainda não bateram o martelo sobre a adesão, como o chileno José Antonio Kast, apoiam a aliança, mas enfrentam resistências internas, sobretudo dentro das Forças Armadas chilenas, que temem danos à soberania.

Perguntado sobre a entrada do Chile para o Escudo, o presidente Kast respondeu que "sempre sinalizamos que cada país tem suas legislações, sua soberania. Isso [a adesão ao Escudo] não interfere na soberania dos países, mas aponta para uma coordenação transversal de diferentes países para enfrentar esse novo flagelo para o qual muitas de nossas nações não estavam preparadas. Por isso, vamos realizar o encontro do Escudo das Américas, na linha em que as agendas dos diferentes presidentes se encaixem, e vamos fazer todos os comentários que forem necessários".

O presidente da Argentina é um dos mais fortes aliados de Trump na agenda de segurança regional. Milei mantém um alinhamento automático com a Casa Branca e, neste momento, espera receber o apoio contundente do chefe de Estado americano em sua mais nova empreitada em matéria de política externa: uma ofensiva diplomática contra o Reino Unido para levá-lo a uma mesa de negociação sobre a soberania das Ilhas Malvinas.

Recentemente, Trump disse que os EUA pretendiam rever sua posição de neutralidade no conflito sobre a soberania das ilhas, o que abriu o caminho para que Milei lançasse sua cruzada, que incluiu a ameaça de sanções a empresas petrolíferas que estejam fazendo explorações no território marítimo em disputa.

No fundo, trata-se de uma disputa pelo controle de um território marítimo e insular que também é do interesse dos EUA de Trump.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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