Em discurso na ONU, Lula defende soberania, combate ao crime organizado, regulação de big techs e critica o 'tarifaço'
Não precisamos de porta-aviões, mas de cooperação, diz Lula sobre o crime organizado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta terça-feira (22), durante discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos.
Em sua manifestação, o petista também afirmou que não pretende "terceirizar o combate ao crime organizado no país", em meio aos embates com os Estados Unidos sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
Ele também defendeu a regulação das big techs e do uso de Inteligência Artificial (IA), condenou o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e criticou a liberação das 'bets' que, segundo ele, aumentam o endividamento e destroçam famílias. 🌎 A Assembleia Geral da ONU é o principal evento das Nações Unidas e acontece anualmente em Nova York.
Durante a assembleia, líderes dos 193 países membros da ONU discursam. 🗨️ O Brasil é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes na ONU, que está em sua 81ª edição. 🔎Cada país tem o direito de fazer um discurso para apresentar seu ponto de vista sobre o tema do encontro e a situação global.
O tema deste ano é "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".
Veja o discurso ponto a ponto (clique para seguir o conteúdo): Defesa da soberania Combate ao crime organizado Críticas a big techs, bets e defesa do PIX Reforma do Conselho de Segurança da ONU Críticas ao tarifaço Eleições 2026 Agenda ambiental Lula discursa na Assembleia Geral da ONU Reuters/Kylie Cooper 'Brasil não cabe no quintal de ninguém' "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade.
Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo.
Soberania ou subordinação?", afirmou Lula.
Segundo Lula, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento.
"Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos.
A democracia está novamente em cheque.
Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu.
Combate ao crime organizado "O Brasil não subestima o desafio representado pelo crime organizado.
Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades", afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.