Como conflitos globais viraram dor de cabeça para Trump em eleições de meio de mandato nos EUA
Trump anunciou na semana passada um novo acordo para o fornecimento de diesel com o presidente russo Vladimir Putin Getty Images via BBC Com a aproximação das eleições que decidirão o controle do Congresso nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump passou a voltar seus olhos para o exterior — e para a Rússia, em particular — em busca de ajuda para lidar com um de seus problemas mais urgentes.
No entanto, assuntos de alcance mundial raramente oferecem respostas fáceis.
Neste momento, os acontecimentos fora dos EUA ameaçam minar os esforços de Trump para reduzir os preços domésticos dos combustíveis antes que ele consiga aproveitar qualquer benefício nas urnas.
Um fim de semana agitado começou na tarde de sexta-feira, quando Trump anunciou um novo acordo com o presidente russo Vladimir Putin, que fornecerá aos EUA centenas de milhares de toneladas de combustível diesel russo nos próximos meses.
Os altos preços de energia — especialmente para os Estados agrícolas do centro do país que dependem do diesel para máquinas agrícolas e para o transporte — têm sido uma crescente fonte de frustração para os eleitores americanos.
Eles irão às urnas em 3 de novembro para escolher todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 assentos do Senado.
Os deputados tem mandatos de dois anos, os senadores de seis.
As pesquisas indicam que os eleitores consideram a guerra contra o Irã a principal causa de seus problemas.
O apoio geral a Trump e a aprovação de sua gestão da guerra e da economia americana caíram drasticamente.
Em publicação na rede Truth Social, Trump anunciou seu acordo com a Rússia como algo que traria "preços mais baixos para os americanos", enquanto ordenava ao Departamento do Tesouro que suspendesse as restrições americanas que impediam a venda de diesel russo nos mercados globais.
Dois dias depois, Trump estava de volta à sua rede social, divulgando um novo acordo de cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia.
A verdade, porém, era mais complicada.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou não ter sido avisado com antecedência sobre o acordo, embora tenha dito que seu país o cumpriria.
A Rússia, por sua vez, manteve-se em silêncio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.