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Uefa caminha para encontrar rival viável a Infantino, diz vice-presidente

CNN Brasil ·
Uefa caminha para encontrar rival viável a Infantino, diz vice-presidente

A Uefa continua no caminho para encontrar um adversário viável ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e não permitiu que a campanha por mudanças se transformasse em mero desejo sem perspectivas concretas, disse, nesta quarta-feira (16), a vice-presidente da entidade europeia, Laura McAllister.

McAllister contou que o candidato para a eleição de março não precisa ser europeu, mas deve ser capaz de derrotar Infantino, unir as confederações de futebol e promover uma reforma duradoura na governança.

Em entrevista à Reuters durante a Cúpula Mundial do Futebol, em Madri, após a reunião do Comitê Executivo da Uefa em Tessalônica, a executiva rejeitou as sugestões de que a oposição a Infantino teria perdido força, apesar de o presidente da Fifa parecer manter apoio suficiente para conquistar mais um mandato.

Leia mais Copa de 2030: Fifa desmente presidente da federação marroquina sobre final Infantino tem votos suficientes para se reeleger na Fifa, dizem fontes Gianni Infantino é alvo de denúncia por supostas violações éticas na Fifa Os esforços da Uefa não visavam colocar uma figura europeia para liderar uma rebelião, disse McAllister, mas, sim, angariar apoio para um candidato com um programa de reformas claro.

“Não acho”, disse McAllister quando questionada se os oponentes de Infantino haviam superestimado o dano à autoridade do presidente da Fifa .

“Sempre soubemos que as coisas não mudariam da noite para o dia.

Isso seria ingênuo.

Sabíamos que haveria resistência à mudança também, é claro.

Estamos avançando passo a passo, tanto no plano jurídico quanto no contexto político, com um candidato alternativo, e também no que diz respeito ao programa de reformas de governança que precisamos ver.” Gianni Infantino desafia Concacaf e rebate críticos em meio à crise na Fifa Uefa “unida e muito coordenada” O suíço-italiano Infantino , de 56 anos, enfrentou o maior desafio à presidência após o fracasso da proposta de vender uma participação de até 20% nas competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados.

O plano gerou forte oposição, com a Uefa, a AFC e a Concacaf entre as entidades que clamavam por mudanças na liderança da Fifa.

Várias federações nacionais europeias retiraram, desde então, apoio à reeleição de Infantino, sendo a Grécia a mais recente a tomar essa decisão.

McAllister afirmou que os países da Uefa permanecem “unidos e muito coesos” na determinação de mudar a forma como a Fifa é governada, mas ressaltou que a disputa vai além de Infantino.

“Isso sempre foi uma questão que ia além de uma única pessoa”, disse.

McAllister contou que a Uefa vem trabalhando discretamente em várias frentes e considera a plataforma de reforma mais importante do que a identidade ou a nacionalidade do eventual candidato.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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