Polilaminina: laboratório anuncia início dos estudos com cinco pacientes
A data de início do ensaio clínico de fase 1 com a polilaminina foi anunciada pelo laboratório Cristália nesta quarta-feira, 16.
O estudo vai começar no próximo dia 24 vai avaliar a segurança da substância desenvolvida por brasileiros em investigação para o tratamento de lesões medulares agudas em cinco pacientes .
Essa análise em humanos terá início pouco mais de oito meses depois da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), concedida em janeiro deste ano .
No desenho do estudo, os cinco voluntários devem ter entre 18 e 72 anos e lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.
A lesão precisa ter indicação cirúrgica e ter ocorrido em um prazo inferior a 72 horas .
Os critérios serão os mesmos dos utilizados até o momento para o uso compassivo da substância desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Cristália.
O uso compassivo permite a administração de medicamentos em estudo e ainda não aprovados em pacientes que vivem com uma condição grave e sem tratamento disponível.
Essa primeira etapa do estudo clínico é importante para seguir os ritos científicos para comprovar, inicialmente, a segurança e, caso passe para as demais fases, a eficácia da polilaminina.
Continua após a publicidade A substância esteve no centro de debates desde que começou a ser anunciada.
De um lado, pesquisadores cobravam análises pautadas pela ciência e apontavam inconsistências na condução e nos resultados de um estudo piloto.
De outro, pacientes e até políticos pediam a liberação do uso da substância para o tratamento de pessoas com lesões medulares agudas.
Como será o estudo com a polilaminina A definição dos cinco participantes do estudo será feita a partir de uma força-tarefa.
Segundo o laboratório Cristália, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai auxiliar no encaminhamento de potenciais voluntários aos centros de pesquisa que realizarão o estudo.
Ficou definido que o trabalho será feito no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que vão selecionar os pacientes seguindo os critérios clínicos apresentados à Anvisa.
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