Polícia Federal prende 2 suspeitos que realizavam saque de R$2,5 milhões em espécie para compra de votos eleitorais
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante duas pessoas que realizaram o saque de R$ 2,5 milhões em espécie dentro de uma agência bancária em Belém, no Pará.
As investigações policiais apontam que o montante apreendido é proveniente de desvio de verbas públicas e seria destinado ao financiamento ilegal de campanhas políticas na região.
Polícia Federal apreende R$ 2,5 milhões em espécie e armas em operação que investiga esquema de compra de votos no Pará.
Foto: Divulgação/PF Além da volumosa quantia em dinheiro vivo, os agentes da PF apreenderam uma arma de fogo e diversos outros materiais que passarão por perícia técnica .
A operação contou, com o apoio da Controladoria-Geral da União ( CGU ), que atuou no rastreamento da origem e da trajetória dos valores sacados.
Investigação aponta esquema para compra de votos envolvendo políticos As apurações da Polícia Federal indicam que os R$ 2,5 milhões apreendidos seriam empregados diretamente no esquema ilícito de compra de votos .
A ação mira dois políticos locais que disputam as eleições no estado, embora nenhum deles esteja entre os presos no momento do flagrante bancário.
As informações são do portal Metrópoles .
Urnas eletrônicas começam a ser preparadas para as Eleições 2026 no Paraná; saiba como funciona Suspeitos presos em flagrante podem responder por múltiplos crimes A dupla detida ao sair da agência bancária ficou à disposição da Justiça Eleitoral do Pará , onde permanece à disposição das autoridades.
Conforme a apuração sobre a conduta individual de cada um, os envolvidos poderão responder criminalmente por : Corrupção eleitoral relacionada à compra de votos; Peculato e lavagem de dinheiro; Associação criminosa; Porte ilegal de arma de fogo e resistência à prisão.
Operações da Polícia Federal miram desvios no financiamento eleitoral A prisão dos suspeitos no Pará soma-se a uma série de ações da PF voltadas a coibir a interferência do poder econômico e do uso de verbas desviadas do orçamento público no processo eleitoral.
O rastreamento financeiro realizado em conjunto com a CGU é a principal ferramenta utilizada pelos órgãos de fiscalização para identificar a origem ilegítima do dinheiro antes que ele chegue às bases eleitorais.
Eleições 2026: documento dos EUA cita inclusão de “dissidentes políticos” em negociação com Brasil O que prevê a legislação brasileira sobre o crime de compra de votos? No Brasil, o artigo 299 do Código Eleitoral ( Lei nº 4.737/1965 ) tipifica a compra de votos (denominada juridicamente como corrupção eleitoral ).
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