Relatório sobre vídeos de câmeras de PMs de megaoperação indica tortura, ameaças de morte e agressões a criminosos e moradores
Relatório sobre vídeos de câmeras de PMs de megaoperação indica tortura, ameaças de morte e agressões a criminosos e moradores Reprodução Um relatório sobre imagens e áudios captados por Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) de policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada nos Complexos da Penha e do Alemão há um ano, indicam que agentes praticaram tortura, agressões físicas e ameaças explícitas de morte contra criminosos.
Moradores e trabalhadores da região também sofreram agressões e ameaças.
As informações estão em um relatório elaborado pela 3ª Defensoria Pública do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, em conjunto com o Projeto Mirante. 📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos. 📌 O Projeto Mirante é uma iniciativa conjunta entre a Defensoria Pública (dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo) e o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF).
Apoiado também pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o programa foca na investigação independente de casos de violência policial e institucional.
Veja outras reportagens: Um ano depois, 33 alvos estão foragidos e chefes vivem na região O documento examina gravações das câmeras operacionais portáteis (COPs) utilizadas por policiais durante a operação, que deixou 122 mortos e foi considerada a mais letal da história do estado.
Segundo o órgão, foram analisados 10.202 arquivos de 529 policiais.
Nenhum vídeo mostra os momentos das mortes ocorridas na mega-operação.
O relatório, porém, destaca que isso impede de apurar a real dinâmica dos fatos.
O relatório identificou ainda que pelo menos duas câmeras estavam associadas ao mesmo RG, gravando no mesmo horário em locais diferentes.
Um policial chegou a declarar que conseguiria "tirar 300 câmeras no mesmo RG".
Câmeras foram retiradas do uniforme, viradas para paredes e tetos ou obstruídas intencionalmente com as mãos.
Um dos episódios mais analisados pelo relatório envolve um homem detido por policiais do Batalhão de Polícia de Choque no Complexo da Penha.
Um sargento acusa o homem de ter atirado contra a equipe e de ter se desfeito de um fuzil.
Nas imagens, o homem aparece imobilizado no chão, com o pé de um policial sobre a cabeça.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.