Tesouro IPCA+ de longo prazo volta a subir, com novas pesquisas eleitorais no radar
As taxas dos títulos IPCA+ de prazo mais longo do Tesouro Direto subiram na abertura desta quarta-feira (14), na sequência de uma forte queda após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
O movimento ocorre enquanto o mercado aguarda novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, após as primeiras apontarem leve crescimento do presidente Lula.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 teve a maior alta, de IPCA + 6,55% para IPCA + 6,62%, na comparação com o fechamento de terça-feira (13).
O IPCA+ 2050 passou de IPCA + 6,57% para IPCA + 6,62%, e o IPCA+ 2040, de IPCA + 6,57% para IPCA + 6,61%.
A alta foi maior nos vencimentos mais longos.
O Tesouro IPCA+ 2032 ficou estável em IPCA + 6,72%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 subiu de IPCA + 6,72% para IPCA + 6,75%.
Os prefixados variaram até 3 pontos-base nesta quarta, depois da forte alta da véspera.
O Tesouro Prefixado 2029 foi de 12,51% para 12,54% ao ano, o Prefixado 2032 passou de 12,71% para 12,72%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037, de 12,69% para 12,71%.
Na terça, os três subiram entre 18 e 22 pontos-base, na maior alta diária desde o primeiro turno das eleições.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 e o de 2060 foram ofertados em leilão do Tesouro Nacional na terça.
O Tesouro vendeu todos os 150 mil títulos oferecidos com vencimento em 2060, à taxa de IPCA + 6,58%.
No vencimento de 2037, foram vendidos 61,2 mil dos 150 mil papéis ofertados, à taxa de IPCA + 6,747%.
Nesta quarta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços recuou 0,1% em agosto na comparação com julho, abaixo das projeções de alta.
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