Lula lamenta morte de Zuenir Ventura: "Não se calou frente à censura"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou nesta terça-feira (22/9) a morte do jornalista Zuenir Ventura , aos 95 anos.
Segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), o escritor morreu de pneumonia.
Zuenir Ventura é considerado um dos principais jornalistas e escritores do país.
Ao longo da carreira, destacou-se por transformar grandes acontecimentos políticos e sociais em livros-reportagem.
“O jornalismo brasileiro perdeu hoje um de seus mais importantes nomes: Zuenir Ventura.
Ao longo de sete décadas, ele ajudou a narrar e até mesmo a construir, por meio de suas reportagens e de seu compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, a história de nosso país”, escreveu o titular do Planalto nas redes sociais.
Lula afirmou que Ventura “não se calou frente à censura imposta pelo regime autoritário”, citando uma das obras mais conhecidas do autor, o livro 1968: O Ano que Não Terminou , no qual ele revisitou um dos períodos mais turbulentos da ditadura militar.
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1 de 4 Ana Paula Oliveira Migliari/TV Brasil 2 de 4 Divulgação 3 de 4 Reprodução/Fluminense 4 de 4 Arquivo Pessoal O presidente disse ainda que o jornalista “sempre lutou pela redemocratização” e “manteve o seu jornalismo como uma poderosa ferramenta para a defesa dos direitos humanos” após a redemocratização.
“Foi assim com sua ampla cobertura sobre a morte de Chico Mendes, que desvendou ao Brasil não apenas uma investigação sobre o crime, mas os conflitos fundiários e a opressão presentes na Amazônia.
Fez o mesmo com suas reportagens sobre a chacina de Vigário Geral, que permitiu a muitos brasileiros entenderem, mais de perto, a violência e a divisão social do Rio de Janeiro”, citou Lula.
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Ventura foi eleito em 30 de outubro de 2014 como sétimo ocupante da Cadeira nº 32 da ABL, na sucessão de Ariano Suassuna .
O corpo será velado na sede da instituição, no Centro do Rio, nesta quarta-feira (23//9), e enterrado no mausoléu da Academia no Cemitério São João Batista.
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