Presidenciável do PCB propõe transição revolucionária ao socialismo
O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Edmilson Costa, registrou a candidatura nesta sexta-feira (14/8) para as eleições de 2026.
Segundo os dados apresentados à Justiça Eleitoral, ele declarou R$ 454.485,68 em bens e divulgou o plano de governo da legenda.
O documento propõe uma transformação estrutural do sistema político e econômico brasileiro, com a construção do chamado “Poder Popular” e uma transição para o socialismo.
A chapa tem Cleusa Santos como candidata a vice-presidente e foi aprovada em convenção nacional do PCB realizada em 1º de agosto, em São Paulo.
Costa é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e tem pós-doutorado em Filosofia e Ciências Humanas pela instituição.
No programa, intitulado “Construir o Poder Popular, rumo ao Socialismo”, o partido afirma que os problemas enfrentados pela população não podem ser solucionados dentro do capitalismo.
A legenda rejeita soluções que classifica como reformistas e defende uma “Revolução Socialista”, baseada em lutas populares.
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O PCB também quer extinguir o Senado e substituí-lo por um Parlamento Unicameral.
O programa prevê ainda uma Assembleia Constituinte de “Novo Tipo”, com metade dos integrantes escolhida por organizações sociais e populares e metade pelo voto universal.
Mandatos de políticos também poderiam ser revogados pela população após períodos mínimos, mediante coleta de assinaturas.
Estatização e economia Na economia , o partido propõe a nacionalização e estatização do sistema financeiro, além da retomada de empresas estratégicas privatizadas.
O PCB também defende a investigação da origem da dívida pública e a suspensão do pagamento de juros e amortizações durante o processo.
A legenda quer revogar o Arcabouço Fiscal, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a autonomia do Banco Central.
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