Serafim, chimpanzé do Zoológico de BH, morre aos 38 anos
Chimpanze Serafim no Zoológico de BH Arquivo TV Globo A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou, nesta quinta-feira (17), o falecimento do chimpanzé Serafim, 38 anos, do Zoológico de BH.
O órgão informou, diante da irreversibilidade do quadro clínico, ele passou por eutanásia após avaliação de uma comissão técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Escola de Veterinária da UFMG.
O animal havia sido internado no fim de agosto no Hospital Veterinário do Zoo e, na última quarta-feira (16), apresentou um quadro severo de hipoglicemia, seguido de comprometimento neurológico. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Serafim era diagnosticado com diabetes tipo 2, doença crônica para a qual o animal vinha sendo tratado diariamente desde 2016 e, portanto, dependente de insulina, condição que não é incomum em primatas não-humanos.
Serafim também convivia com vasculopatia, um comprometimento vascular decorrente do diabetes que fragiliza a saúde de maneira geral.
Após os exames necroscópicos necessários, o corpo de Serafim será enviado ao Museu de História Natural da PUC Minas para fins de educação ambiental e incentivo à pesquisa, premissas da atuação do Zoo de BH juntamente com a conservação de espécies.
Agora no g1 História de Serafim no Zoo de BH Serafim nasceu no Zoológico de Barcelona e, em 28 de janeiro de 2000, foi transferido para o Zoo de BH.
Devido ao diagnóstico da diabetes, em 2016, os cuidados diários com o chimpanzé foram intensificados, com o estabelecimento de um plano de manejo.
Segundo a PBH, desde então, Serafim era submetido diariamente a medição de nível de glicose logo pela manhã e, quando necessário, à aplicação de insulina e medicações para controle e estabilização.
Além disso, a dieta dele era adaptada e personalizada para a condição.
Alimentos com alto índice glicêmico, como bananas maduras e melancia, eram oferecidos com moderação ou combinados com fontes de fibra, gordura ou proteína, para ajudar a modular a absorção de açúcar.
Os alimentos favoritos eram manga, banana, tomate, alface, taioba, beterraba, cenoura e milho verde cozidos, ofertados regularmente, de forma estratégica, respeitando suas preferências e necessidades específicas.
Ainda segundo a Prefeitura, Serafim, além de muito querido por todos os funcionários, foi um símbolo de como o cuidado e a dedicação contribuem para uma vida longeva (a expectativa de vida na natureza é de 30 anos, em média, podendo passar de 40 anos sob cuidados humanos) e com qualidade, mesmo diante de uma condição de saúde crônica.
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