Além da cirurgia: quando o câncer exige cuidado contínuo
Há cerca de 30 anos, nós começamos um forte trabalho para educar a população sobre a importância da mamografia , do autoconhecimento do corpo e do diagnóstico precoce do câncer de mama .
Muito se fez e, com razão, celebramos que tumores descobertos no início têm altíssimas chances de cura.
No entanto, retirar o tumor não encerra necessariamente a jornada.
Precisamos falar sobre o que acontece depois da cirurgia.
Um levantamento recente da Ipsos, a pedido da Novartis Brasil, jogou luz sobre esse momento.
A pesquisa mostrou que 87% das brasileiras reconhecem que existe o risco de o câncer de mama voltar.
Confesso que esse alto índice não me surpreende: as mulheres sabem que a doença pode retornar porque, infelizmente, guardam na memória as histórias de amigas e familiares que sofreram com isso.
Por outro lado, o mesmo estudo revela que apenas 39% conhecem a palavra “recidiva”, o termo médico que usamos para descrever o retorno da doença.
Essa lacuna de letramento em saúde é perigosa.
Quando a paciente não compreende o vocabulário do próprio tratamento, fica muito mais difícil engajá-la nos passos seguintes.
Mesmo após a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, o risco de recidiva pode permanecer por décadas .
Para evitá-lo, nós prescrevemos tratamentos complementares, que chamamos de adjuvantes .
Costumo explicar isso para as minhas pacientes fazendo uma analogia com o Oscar: esses remédios são como os “atores coadjuvantes”.
Eles podem não ser a atração principal como a cirurgia, mas participam ativamente e são vitais para o sucesso da história.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.