Dólar abre em alta com cenário político brasileiro e dados dos EUA no radar
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O dólar abriu em leve alta nesta quinta-feira (29), enquanto investidores seguem incertos sobre os rumos da política econômica do governo Lula 4.
O pregão também acompanha a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos , com destaque para o PCE (índice de preços das despesas de consumo pessoal, na sigla em inglês), indicador importante para as decisões de política monetária do Fed (Federal Reserve, banco central americano).
Por volta das 9h35, a moeda americana subia 0,13%, a R$ 5,350. No mesmo horário, os juros futuros recuavam, em movimento de correção. Após avançar na véspera, a taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 caía 3 pontos-base, para 14,380%, enquanto a do contrato para janeiro de 2031 recuava 6 pontos-base, para 15,05%.
Na véspera, os ativos brasileiros voltaram a registrar um dia de forte volatilidade. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 2,67%, aos 171.006 pontos, ainda pressionado pelo movimento de correção após a vitória do presidente Lula ( PT ), reeleito para um quarto mandato. O resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores, que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro ( PL ).
O dólar oscilou ao longo do dia e fechou em leve queda de 0,03%, cotado a R$ 5,346, com os investidores repercutindo a decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) de manter a taxa de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,75% e 4%.
No mercado de juros futuros, os contratos com vencimentos mais curtos fecharam perto da estabilidade, enquanto os de prazos mais longos registraram alta, após o forte avanço observado na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do segundo turno. A taxa dos contratos com vencimento em janeiro de 2028 ficou em 14,380%, com queda de 0,01%, enquanto a de janeiro de 2035 subiu 1,33%, a 15,105%.
Gustavo Danilo, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos, afirma que o movimento mostra que o mercado ainda tenta encontrar um novo patamar para os juros após a eleição.
"Ontem tivemos algum alívio, inclusive com atuação do Tesouro, mas hoje a curva volta a abrir principalmente do miolo para os vencimentos mais longos. A parte curta se movimenta bem menos, então a discussão neste momento parece estar muito mais ligada ao prêmio fiscal e às expectativas para os próximos anos do que a uma mudança imediata na trajetória da Selic ", diz.
Segundo Danilo, passada a reação inicial ao resultado eleitoral, o mercado começa a cobrar mais clareza sobre os próximos passos do governo. Entre os principais pontos de atenção estão a formação da equipe econômica, o Orçamento de 2027 e as medidas de ajuste fiscal que podem ser apresentadas ainda neste ano.
Nesta quarta-feira, também foi divulgado que a alíquota da CBS , tributo federal previsto na reforma tributária , poderá ser de 11,3% em 2027, segundo proposta apresentada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para manter a carga dos tributos federais sobre o consumo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.