O que se sabe sobre ataque a aeroporto na Arábia Saudita que matou 12 e feriu mais de 300
Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas em um ataque no sábado (10/10) ao aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, segundo autoridades locais.
Entre as vítimas fatais, estavam quatro sauditas, duas pessoas de Bangladesh e cidadãos de Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, confirmou a autoridade de aviação civil saudita.
As operações no Aeroporto Internacional Rei Khalid foram suspensas após o ataque, o mais mortal no reino desde maio de 2015.
Uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita prometeu responder ao ataque, que classificou como um "crime de guerra" e atribuiu aos houthis do Iêmen.
Os houthis não comentaram o ataque de sábado, mas afirmaram ser os responsáveis pelos ataques ao mesmo aeroporto na quinta-feira, que mataram três pessoas e danificaram um avião.
Outras três pessoas foram mortas em ataques dos houthis em dois aeroportos diferentes da Arábia Saudita, nos dias 6 e 7 de outubro.
Os confrontos entre as forças governamentais do Iêmen, apoiadas pela Arábia Saudita, e os houthis, que são apoiados pelo Irã e controlam a maior parte do país, se intensificaram recentemente.
Além dos ataques ao aeroporto de Riad, um projétil também caiu perto do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, no leste da Arábia Saudita, no sábado, informou a coalizão liderada pelos sauditas.
Em comunicado divulgado no sábado, a autoridade de aviação civil saudita afirmou que alguns dos feridos estavam "em estado crítico" e que os danos ao aeroporto estavam sendo avaliados.
Mais de uma dúzia de ambulâncias foram vistas se deslocando para o aeroporto, disse uma testemunha à agência de notícias Reuters.
O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, major-general Turki al-Maliki, afirmou que o ataque a um dos terminais de passageiros resultou em mortes e feridos entre passageiros civis e funcionários do aeroporto.
Ele descreveu o ataque como um "crime de guerra em todos os sentidos".
Uma testemunha ocular disse à Reuters que viu "pessoas feridas diante dos meus olhos" fugindo do portão 401 após o ataque.
António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, disse estar "profundamente chocado" com os ataques, que classificou como uma "violação do direito internacional" que "deve cessar imediatamente".
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