Usuário de ônibus não sabe se reclama à prefeitura ou ao PCC
O transporte coletivo de São Paulo alcançou um modelo de integração que os idealizadores do Bilhete Único não foram capazes de antever: a integração entre ônibus, contratos públicos, política e PCC. Quase metade das empresas de ônibus da —12 das 22 — é controlada por uma facção criminosa.
No itinerário do crime aparece Milton Leite , o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Há mandado de prisão contra ele. Se os indícios eloquentes se converterem em condenações, São Paulo terá criado uma modalidade inusitada de privatização dos transportes públicos: o passageiro paga a tarifa, a prefeitura paga o contrato e o crime organizado controla a catraca.
De acordo com a investigação, o esquema envolve financiamento eleitoral e apoio político. Fecha-se o círculo da perversão: as concessionárias lucram, a política se financia e a facção criminosa lava o dinheiro de má origem. O único que sai perdendo é o trabalhador que sacode diariamente em ônibus lotados e impontuais. Paga a conta e não sabe se reclama à prefeitura ou ao PCC — que muitos suspeitam ser a mesma coisa.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.