Amazônia e cerrado têm menor desmatamento já registrado
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O desmatamento na Amazônia Legal no último ano caiu 42% e chegou ao menor valor já registrado em quase quatro décadas. A taxa foi de 3.335 km², 27% inferior ao recorde anterior, de 4.571 km² em 2012.
No cerrado , foram 5.516 km² de vegetação nativa perdida, redução de 24% em relação a 2025. Essa foi a terceira queda consecutiva no bioma, e também é o valor mais baixo da série histórica, esta iniciada em 2013.
Os dados são do sistema oficial de monitoramento do desmate no país, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e foram divulgados nesta sexta-feira (16). Os valores são para o agregado de 1º de agosto de 2025 a 31 de julho de 2026 —o período de agosto a julho é referência para a mensuração da derrubada da floresta no Brasil.
Os dados dos últimos quatro anos demonstram o sucesso da retomada das políticas de combate à destruição ambiental sob a tutela de Marina Silva (Rede), que voltou a chefiar o MMA (Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática) no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ).
Entre as medidas destacadas por especialistas estão os novos planos de controle do desmate, lançados ainda em 2023; a recomposição de quadros de servidores e orçamento de órgãos de fiscalização; e restrições financeiras a desmatadores, como o bloqueio do crédito rural.
"Essa conquista histórica é um patrimônio do povo brasileiro", disse a ex-ministra, que deixou a chefia da pasta ambiental para disputar uma vaga no Senado —ela não conseguiu se eleger. "Como principal fator de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, o desmatamento se traduz em extremos climáticos cada vez mais intensos e frequentes, causando enchentes, deslizamentos de terra, ondas de calor e secas. Estes eventos tiram vidas, destroem casas, negócios, infraestruturas cruciais para as cidades e a própria economia."
A atualização do Prodes é divulgada a nove dias do segundo turno das eleições , em que Lula disputa a reeleição com Flávio Bolsonaro ( PL ). Apesar de a pauta ambiental ter ficado fora do foco das campanhas, o aumento das queimadas no Amazonas desde setembro trouxe o assunto para os holofotes.
Nesta semana, João Paulo Capobianco, que assumiu a chefia do MMA após a saída de Marina, sobrevoou as áreas atingidas no estado. Na ocasião, o ministro afirmou que as forças de segurança investigam relatos de que os incêndios florestais estariam sendo provocados de forma deliberada e organizada.
Publicado anualmente, o Prodes documenta desde 1988 a perda de vegetação nativa na amazônia com alta precisão. Nos anos seguintes, foi também adotado nos demais biomas brasileiros. Outro sistema do Inpe, o Deter, emite alertas de que houve desmate em uma determinada área para orientar ações de fiscalização e tem atualizações divulgadas toda semana.
O Inpe mede o período anual do desmatamento na amazônia e no cerrado de agosto de um ano a julho do ano seguinte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.